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Como os ‘vírus de computador’ aparecem e atacam

O nome correto desses agentes é malware, e todos têm a função de prejudicar usuários de computador e invadir sistemas

às 21h10
O termo vírus é popularmente usado para designar qualquer programa desenvolvido com a finalidade de infectar o computador e prejudicá-lo (Unsplash)
O termo vírus é popularmente usado para designar qualquer programa desenvolvido com a finalidade de infectar o computador e prejudicá-lo (Unsplash)
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Os computadores ocupam hoje um papel importantíssimo na sociedade do século XXI, que os utilizam para quase tudo, como automatização de processos, análise e soluções de problemas que os seres humanos sequer imaginaram em resolver. Mas sempre que algo bom é criado, para benefício da raça humana, logo vem o lado negativo, como a criação de programas ou sistemas chamados de Malware (abreviação de malicious software, em inglês) com o objetivo de “infectar” o computador de um usuário legítimo e prejudicá-lo de diversas formas. São chamados popularmente de ‘vírus’, embora seu real nome não seja este. 

“Essa definição não está tecnicamente correta, pois existem vários tipos de programas mal intencionados, o vírus é apenas um dos tipos. Além dos vírus de computador, tem malwares chamados de worms, trojan horses (cavalos-de-tróia), spywares, adware e muitas outras nomenclaturas. Um dos primeiros vírus de computador que surgiram foi o Brain, escrito por dois paquistaneses na década de 1980 para o antigo sistema operacional da Microsoft, o MS-DOS”, explica o professor Pedro Ivo da Silva Oliveira, dos cursos de Engenharia Mecatrônica e Ciência da Computação do Centro Universitário Tiradentes (Unit Alagoas). 

Curiosamente, o ‘vírus’ foi criado não com o intuito de, necessariamente, prejudicar um outro computador de forma leviana, mas de impedir a disseminação de cópias ilegais de um programa de computador para a área médica. Ao longo do tempo, os vírus de computador foram evoluindo, tanto na forma com que são realizados, quanto no seu objetivo. Hoje, eles possuem intuitos malignos diversos, normalmente associados com algum ganho financeiro por parte do programador, mas podem agir de diversas formas. 

Pedro Ivo exemplifica dizendo que o vírus pode agir solicitando ao usuário que acesse algum tipo de link. “Aí abre uma brecha de acesso à máquina do usuário, podendo executar ações de roubo de informações, senhas de bancos, etc. Muitos vírus de computador são programas embutidos em outros programas, aparentemente normais que os usuários tentam baixar, normalmente, de fontes ilegais”, relata.

Alguns outros malwares são programas espiões que precisam ser colocados diretamente em uma determinada máquina que não possui acesso a redes externas. De acordo com Pedro Ivo, “este é um caso muito comum de vírus para espionagens industriais sofisticadas, em que é necessário que uma pessoa infiltrada acesse o computador fisicamente e carregue o programa diretamente”.

E os antivírus? 

Para combater esses ‘agentes infecciosos’ no computador, estão os antivírus, programas que contra-atacam as ações dos vírus, também surgidos na mesma década para combater alguns vírus que tinham sido criados para computadores específicos, por exemplo o VirusScan criado pela empresa McAfee Inc., em 1987. Atualmente, os computadores vêm equipados com um programa de defesa nativo do sistema operacional utilizado, mas há uma série de opções disponíveis no mercado, pagas e gratuitas. 

“De modo geral, o usuário comum deve se atentar aos recursos computacionais que ele acessa, principalmente em se tratando da Internet, reduto de muitos programadores inescrupulosos. Empresas que lidam com dados e sistemas mais críticos precisam investir em cibersegurança, pois irão se deparar com ameaças mais sofisticadas”, orienta Ivo.

Asscom | Grupo Tiradentes 

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