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Estado psicológico e comportamentos alimentares têm forte influência entre si

Níveis de cortisol e carência nutricional podem impactar na saúde mental, mas estratégias práticas ajudam no equilíbrio emocional

às 11h32
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A fome não é só um indicativo de uma necessidade física, mas também está ligado ao bem-estar emocional. Dependendo do humor, o desejo de comer pode aumentar ou diminuir, como em quadros de estresse no dia a dia, influenciando nas escolhas do tipo de alimentos consumidos. Maiores níveis de cortisol (hormônio do estresse) levam ao consumo de alimentos ricos em gorduras e densamente calóricos. Mas o inverso também acontece: o próprio consumo desses alimentos, a longo prazo, pode levar a alterações nos níveis desse hormônio.

Relação entre fome e emocional

A ansiedade e o estresse fazem com que o corpo produza mais cortisol, causando o desejo de consumir alimentos ricos em gordura e açúcar, que oferecem uma sensação momentânea de conforto. Em outras situações, algumas pessoas perdem o apetite, tendo como consequência a perda de peso acelerada e deficiências nutricionais no organismo.

A falta de nutrientes, especialmente vitamina B12, pode afetar a produção de serotonina e dopamina no organismo, levando à ansiedade, mau humor, estresse e até mesmo à depressão. Isso traz um ciclo que se repete várias vezes entre sentir-se estressado, comer mal e consequentemente sentir-se mal novamente.

Algumas recomendações

Controlar o estresse é importante na melhoria da qualidade de vida. Reconhecer as emoções, identificar o que está sentindo naquele momento e nomear a sensação é um dos primeiros passos. Além disso, ao invés de buscar alívio para um sentimento na comida, é importante tentar substituir por outra atividade que traga prazer, como ouvir música, caminhar ou escrever em um diário. Por fim, o apoio profissional, de psicólogo e nutricionista, pode ajudar a lidar com as emoções de forma saudável. 

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