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Manuel Bandeira: conheça o escritor recifense

Poeta, crítico, professor e tradutor marcou a geração modernista no Brasil

às 11h53
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Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (1886-1968), mais conhecido como Manuel Bandeira, foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor nascido em Recife. Ele marcou uma geração de escritores do Brasil, surgindo como uma personalidade da época e um dos principais representantes da literatura brasileira, fato que dura até hoje. 

Manuel Bandeira se mudou para o Rio de Janeiro ainda na juventude, por causa da profissão do seu pai, que era engenheiro civil. Lá, ele finalizou o curso de Humanidades. Depois, sua família foi para São Paulo, onde o poeta iniciou Arquitetura, mas foi interrompido por causa de uma tuberculose. Após um longo período de recuperação na Suíça, ele escreveu seu primeiro livro “A Cinza das Horas”, publicado em 1917.

A partir daí, sua carreira na literatura continuou. Lançou o segundo livro, “Carnaval”, em 1919; tornou- se inspetor federal de ensino; começou a ser professor de literatura e em 1940 foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira 24.

Seu estilo de escrita é simples e direto. Ele foi um poeta lírico, com poesia abordando o cotidiano e o universal, com origens no parnasianismo. Suas obras têm um toque de melancolia, drama, angústia e vontade de ser livre – isso se deve ao fato do poeta ter tuberculose, que o acompanhou em toda a sua vida. 

Manuel Bandeira tem diversas poesias publicadas, como Libertinagem (1930), que  contém os famosos poemas “Evocação do Recife” e “Vou-me embora pra Pasárgada”, Estrela da Manhã (1936), Lira dos Cinquent’anos (1940), Belo Belo (1948) e Estrela da Vida Inteira (1968), seu último livro publicado. Escreveu diversas prosas, entre elas a Crônica da Província do Brasil (1936), Guia de Ouro Preto (1938) e  Noções de História das Literaturas (1940). Também assinou trabalhos como tradutor das obras Macbeth, Don Juan Tenorio, Prometeu e Epimeteu, entre outras. 

O poeta faz parte da geração de 1922 do Modernismo do Brasil. O movimento da literatura, das artes e da cultura buscou usar inspirações da vanguarda europeia, mas valorizando o nacional e o contexto brasileiro. A partir disso, nasceu a Semana da Arte Moderna, evento onde diversos artistas mostraram suas obras e fizeram apresentações. Manuel Bandeira foi uma figura importante no evento, apesar de não ter comparecido. É dele o poema “Os sapos”, feito para ser lido na abertura do evento, mostrando toda sua inovação, criatividade e talento. 

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