Segundo dados do Ministério da Saúde, doenças bucais afetam cerca de 3,5 milhões de pessoas no mundo, geralmente associadas à outros problemas mais graves. Cuidar da saúde da boca interfere diretamente no funcionamento adequado dos outros órgãos, sendo uma parte importantíssima da saúde geral do indivíduo. O estado da saúde bucal pode representar como são as condições de alimentação, moradia, trabalho, renda e acesso à saúde e à informação dos pacientes.
Por isso, o Dia Mundial da Saúde Bucal é celebrado no dia 20 de março todos os anos desde 2007, quando a data foi instituída pela Federação Internacional Dentária (FDI). A data busca mobilizar a população global a cuidar da saúde bucal, assim como elencar pontos a serem melhorados em cada região.
Problemas mais comuns
Quando não há a devida atenção, uma série de problemas podem aparecer como resultados da falta de cuidados. Cáries, doenças gengivais, perda dentária ou condições mais graves, como doenças cardiovasculares e diabetes, são exemplos dessas possíveis complicações, podendo impactar negativamente a qualidade de vida, causando dor, desconforto e dificuldades na alimentação e na fala.
Além desses fatores, um dos sinais mais aparentes da negligência bucal é o mau hálito. A língua possui diversas papilas gustativas e espécies de “saquinhos” chamados criptas, que retêm resíduos de alimentos e células descamadas que começam a fermentar, formando uma placa bacteriana que aparece no fundo da língua. Dentre as principais causas do mau hálito estão a gengivite, o tártaro (que endurece a placa na superfície dos dentes) e o câncer de boca, um tumor maligno que afeta lábios, estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca e língua.
Prevenção
Para prevenir as consequências, a adoção de hábitos saudáveis desde cedo é fundamental para uma boca saudável, protegendo-se de problemas futuros. A escovação adequada e o uso do fio dental ajudam a eliminar a placa bacteriana, junto com a limpeza da língua, utilizando um raspador, a fim de retirar a saburra lingual. Mudanças de hábitos alimentares, como a diminuição do consumo excessivo de doces, do fumo e de bebidas alcoólicas também influenciam nesse processo. Além de todas essas precauções, o paciente não deve deixar de ir ao dentista regularmente.