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Versão internacional do Pix já está em testes

Plataforma que entrou em fase de testes com simulações pretende agilizar e padronizar transferências e pagamentos instantâneos entre vários países diferentes

às 20h14
O Nexus, uma espécie de ‘versão internacional do Pix’, promete padronizar e agilizar as transferências e pagamentos entre países diferentes (Reprodução/BIS)
O Nexus, uma espécie de ‘versão internacional do Pix’, promete padronizar e agilizar as transferências e pagamentos entre países diferentes (Reprodução/BIS)
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Já pensou em fazer um Pix para alguém que está do outro lado do mundo? Essa possibilidade pode se tornar concreta muito em breve. Um sistema internacional de pagamentos instantâneos, semelhante ao que foi implantado com sucesso no Brasil, está sendo estudado há mais de um ano pelo BIS (Bank for International Settlements), uma instituição financeira sediada na Suíça e que reúne bancos centrais e autoridades monetárias de 63 países, incluindo o Banco Central do Brasil. 

A instituição está testando o funcionamento de links transfronteiriços, capazes de conectar e viabilizar transferências imediatas entre sistemas nacionais de pagamento, mesmo em continentes diferentes. Estes links estariam englobados dentro da plataforma Nexus, que entrou em fase de testes que por enquanto se baseiam em transações simuladas, sem a participação de valores, pagamentos ou usuários reais. 

Nessa fase, participam a Monetary Authority of Singapore (Singapura), o Bank Negara Malaysia (Malásia) e o Banca d’Italia (Itália) – que opera o TARGET Instant Payment Settlement (TIPS), sistema de pagamentos que já atende a todos os países da União Europeia, fazendo uma média de 43 milhões de transações por dia. E o próprio sistema de Singapura, onde está sediado o hub de inovação do BIS, já viabilizou ligações semelhantes com os da Malásia, da Índia e da Tailândia. 

De acordo com o BIS, mais de 60 países já criaram e ativaram sistemas de pagamento similares ao Pix brasileiro. E o objetivo do Nexus é padronizar a maneira como tais sistemas se conectam, agilizando e facilitando questões como conversão do câmbio, checagem de dados e tradução dos idiomas que baseiam cada sistema bancário. Com isso, busca-se aumentar a segurança e diminuir o tempo, os custos e os processos exigidos atualmente para as transferências internacionais. 

“Em vez de um operador de sistema de pagamento criar conexões personalizadas para cada novo país ao qual se conecta, o operador pode fazer uma conexão com a plataforma Nexus. Essa conexão única permite que um sistema de pagamentos rápidos chegue a todos os outros países da rede. Isso fornece uma maneira mais escalável de aumentar as redes de pagamentos transfronteiriços instantâneos”, explica o BIS, em seu site oficial. 

Ainda segundo a instituição suíça, o Nexus permitirá a comunicação entre os sistemas nacionais de pagamento, por meio de mensagens padronizadas de pagamento ricas em dados, e ao mesmo tempo coordenará a troca de moedas entre as instituições financeiras. 

O Brasil ainda não participa dos testes do Nexus, mas vem sendo procurado por outros países, como Colômbia e Canadá, atraídos pelo funcionamento e pelo grande alcance popular do Pix, implementado em novembro de 2020. De lá pra cá, o sistema brasileiro já fez mais de 2,1 bilhões de transações, movimentando mais de R$ 985 milhões entre cerca de 281 milhões de contas cadastradas. Os dados são do Banco Central, que vem compartilhando o modelo e as experiências relacionadas ao projeto do Pix com os países interessados. 

Asscom | Grupo Tiradentes
com informações do Diário do Nordeste 

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