De acordo com uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil, o país é um dos líderes em tempo de tela no mundo. O estudo mostra que 95% das pessoas entre 9 e 17 anos utilizam o aparelho, com uma média de uso de pelo menos nove horas diárias. Por isso, surgiu a discussão sobre o uso de celulares nas escolas, principalmente após a lei que proíbe esse uso, sancionada em janeiro de 2025.
O uso exagerado dos aparelhos, em especial durantes as aulas, prejudica a atenção e o desempenho dos estudantes, podendo trazer prejuízos inclusive para a saúde mental. Pensando nisso, o Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — convidou Daniel Becker, escritor, palestrante internacional, sanitarista e pediatra para palestrar sobre o tema. A conversa vai acontecer no dia 26 de maio, às 19h. O evento é gratuito e aberto ao público, e as inscrições podem ser feitas através deste link.
Sobre Daniel Becker
Com mestrado em Saúde Pública pela Fiocruz, Daniel integrou o grupo de trabalho interministerial que criou o guia de uso de dispositivos digitais por crianças e adolescentes. Ele também é professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi colaborador do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, é consultor e atua em comitês e grupos de trabalho de diversos órgãos e é fundador da CEDAPS, ONG que atua em comunidades pelo Brasil e pelo mundo.
Daniel é um dos maiores incentivadores da Lei Federal nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares nas escolas públicas e privadas de educação básica do país. No encontro, ele vai falar sobre o uso das telas e os impactos na saúde física, mental, emocional e social. Também vai abordar uma série de recomendações para as famílias, educadores, sociedade em geral e ao Estado para ajudar jovens a fazerem uso adequado das telas.
Impactos
Segundo o especialista, o uso indiscriminado do celular nas escolas prejudica o desempenho estudantil, visto que os aparelhos desviam a atenção dos alunos e afetam a memória e o aprendizado. Além disso, podem trazer problemas como dependência, ansiedade, depressão e prejuízos ao sono. “Quando falamos de educação digital, precisamos primeiro contextualizar na nossa juventude, na juventude brasileira, o que ela está passando, o que está acontecendo no Brasil, com crianças, adolescentes, jovens, em diversas dimensões”, afirma Daniel.