Em um mundo cada vez mais conectado, proteger informações pessoais se tornou um desafio diário. O Dia Internacional da Proteção de Dados, comemorado no último mês, reforça a reflexão sobre como nossos dados são coletados, armazenados e utilizados e sobre o papel de cada pessoa na preservação da própria privacidade.
Seja ao fazer compras online, usar redes sociais ou acessar aplicativos de serviços, deixamos rastros digitais o tempo todo. A questão é: estamos atentos ao que acontece com essas informações?
Quais dados seriam esses?
Dados pessoais são todas as informações que permitem identificar alguém direta ou indiretamente, como nome, CPF, endereço, telefone, e-mail e até dados de localização. Existem também os chamados dados sensíveis, como informações sobre saúde, orientação religiosa ou biometria, que exigem ainda mais cuidado. Esses dados têm valor econômico e estratégico e, por isso, a proteção é fundamental para evitar fraudes, golpes, vazamentos e usos indevidos.
LGPD
No Brasil, a proteção de dados ganhou um marco importante com a criação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que entrou em vigor em 2020. A LGPD é uma legislação que visa proteger os direitos à privacidade e à segurança dos dados pessoais de todos os cidadãos brasileiros.
A lei estabelece regras claras para empresas e instituições sobre coleta, armazenamento e compartilhamento de informações e, além da garantia de direitos, como: saber quais dados estão sendo coletados; solicitar a correção ou exclusão de informações; revogar o consentimento para uso dos dados; ser informado em caso de vazamento, entre outros.
Cuidados no dia a dia
A proteção de dados também depende de atitudes individuais. O Prof. M.e. Gleudson Júnior, do curso de Analise e Desenvolvimento de Sistemas da UNIT, recomenda algumas práticas simples fazem diferença:
“Para se proteger, é fundamental desconfiar de links suspeitos, promoções muito vantajosas e mensagens que pedem informações pessoais; criar senhas fortes e diferentes para cada serviço; ativar a autenticação em dois fatores. Além disso, também indico manter todos os dispositivos atualizados; evitar redes Wi-Fi públicas para realizar transações sensíveis; sempre conferir o endereço dos sites; e buscar se informar sobre as principais ameaças digitais”, detalha.
O que fazer em caso de golpes?
“Se alguém cair em um golpe, o indicado é interromper qualquer contato com o golpista, trocar imediatamente todas as senhas, avisar amigos e contatos próximos, guardar todas as provas possíveis, comunicar o ocorrido às plataformas e autoridades competentes, registrar um boletim de ocorrência e monitorar de perto extratos bancários e movimentações financeiras”, finaliza Gleudson.