Em alusão a campanha Setembro Amarelo, o Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — realizará o evento “Cuidar é Resistir: Saúde Mental e Esperança para a População LGBTQIAPN+”, nesta quinta, 18 de setembro. O momento, promovido pelo curso de psicologia, acontecerá em dois horários, às 9h e às 19h, no auditório da instituição.
A Profª Clarice Spencer, organizadora do evento, destaca a importância da ocasião para os alunos. “Temos como objetivo sensibilizar estudantes de psicologia sobre os desafios específicos da saúde mental da população LGBTQIAPN+, especialmente em contextos de preconceito, exclusão social e religiosa, mas também destacar as redes de apoio, espiritualidade inclusiva e práticas de cuidado comunitário”, explica.
De modo geral, o encontro, que contará com diversos palestrantes, pretende conscientizar sobre o olhar inclusivo e ético perante a atenção com a saúde mental de todos os grupos sociais, principalmente os mais fragilizados. As inscrições devem ser feitas através do link: https://www.unit.br/unit-pe-setembro-amarelo.
Programação
– O papel da espiritualidade afirmativa na construção de pertencimento e na prevenção do sofrimento psíquico.
Manhã e noite: Daniela Modesto Macedo (Pastora da Igreja Inclusiva Cidade de Refúgio)
– A vivência materna de apoio, acolhimento e defesa dos filhos LGBTQIAPN+ como rede de cuidado e prevenção.
Manhã e noite: Gi Carvalho (Mãe da ONG Mães pela Resistência)
– Práticas em saúde e estratégias de promoção de saúde mental no contexto clínico especializado.
Manhã: Walliphy Martins (Gerente da Gerência da Livre Orientação Sexual)
Noite: Carlos Santos (Psicólogo e co-fundador da ONG Arco)
Dados alarmantes
Segundo o Observatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), o número de mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+ no Brasil cresceu 13,2% em 2024, sendo 291 homicídios, 34 a mais que no ano anterior. Devido às discriminações, vulnerabilidade social e falta de acesso a cuidados especializados, a comunidade enfrenta desafios únicos relacionados à saúde mental, aumentando o risco de depressão e suicídio.
Por isso, abordagens e políticas eficazes que promovam a inclusão social, fortalecimento do orgulho e atendimentos especiais são imprescindíveis para o suporte e acolhimento desse grupo em contextos repressivos.