Com o avanço da tecnologia, ataques cibernéticos têm se tornado um mecanismo cada vez mais utilizado por países como forma de atacar outras nações. São tentativas maliciosas de comprometer sistemas de computadores, redes ou dispositivos para fins de roubo, alteração, destruição ou exposição de informações. Em 2022, o Brasil sofreu 103 bilhões de tentativas e ameaças de ataques cibernéticos, segundo levantamento da empresa de segurança cibernética Fortinet.
Esse cenário preocupa especialistas em tecnologia e tem impulsionado a área de segurança digital. Isso porque a segurança cibernética tem como objetivo reunir práticas, tecnologias e processos utilizados para proteger sistemas, redes, programas e dados contra ataques digitais.
O Prof. Alexsandro Henrique, do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — explica que a segurança cibernética é um dos pilares da tecnologia atual. “Hoje em dia, não existem fronteiras definidas, digitalmente falando. Empresas e governos precisam entender como isso acontece e compreender que a segurança é um dever individual e coletivo”, comenta.
Medidas práticas
Para que a segurança cibernética seja eficaz, é necessário adotar uma série de medidas técnicas e comportamentais. Entre elas, destacam-se o uso de antivírus e firewalls, a criptografia de dados, a autenticação multifator e o monitoramento constante de redes. Além disso, a educação e o treinamento dos usuários são importantes, já que muitas violações ocorrem por descuido ou desconhecimento.
O ramo tem ligação direta com a graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, já que os profissionais formados nesse curso são capacitados para projetar, desenvolver e manter sistemas computacionais seguros. Durante a formação, os estudantes aprendem sobre arquitetura de sistemas, banco de dados, redes e também sobre princípios de segurança da informação. Profissionais da área criam soluções que levam em conta a proteção dos dados e a prevenção de vulnerabilidades, tanto para empresas quanto para órgãos públicos.