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Quais são os maiores medos dos idosos?

Com impactos na saúde como um todo, é importante oferecer apoio nesta fase da vida

às 12h20
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A expectativa de vida no Brasil subiu de 69,8 anos, em 2000, para 75,5 em 2022, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O envelhecimento é uma fase da vida que pode trazer consigo diversos desafios emocionais e preocupações para os idosos. Compreender, então, esses medos é essencial para oferecer um apoio adequado e promover o bem-estar na terceira idade, principalmente se for alguém próximo.

De acordo com especialistas, os medos nessa fase da vida podem estar relacionados a declínios fisiológicos, hormonais, imunológicos, cognitivos e emocionais. Outros motivos para esse sentimento são a percepção da finitude, a perda de pessoas próximas, o surgimento de limitações, a insatisfação com a aparência ou o status profissional, a falta ou diminuição de exposição a riscos, desafios e emoções intensas.

Por que isso acontece

Mesmo que o envelhecimento envolva alterações no organismo que tornam o corpo mais frágil, nem sempre esse processo natural é sinônimo de incapacidade e perda de autonomia, já que muitos idosos mantêm qualidade de vida e atividades. No entanto, também é normal que as limitações próprias da idade tragam sentimentos relacionados à finitude, impactando a saúde mental e a autoestima.

“Na prática clínica, é comum que idosos cheguem ao consultório trazendo falas como o medo de ‘dar trabalho’, a angústia diante de mudanças no corpo ou a sensação de perda de lugar na família”, diz a Profª M.a. Déborah Capozzoli, docente do curso de Psicologia do Centro Universitário Tiradentes – UNIT. A professora destaca também as preocupações frequentes com a saúde e sentimentos de solidão, especialmente após perdas afetivas, que impactam diretamente a saúde mental. Isso favorece quadros de ansiedade, tristeza e isolamento, principalmente quando não há suporte emocional e social adequado.

Como contornar esses medos 

Segundo a Década do Envelhecimento Saudável (2021–2030), iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), a qualidade de vida na velhice está tanto nos cuidados de saúde, como no suporte social, inclusão e combate ao etarismo. Déborah pontua a importância do idoso manter-se ativo dentro de suas possibilidades, preservar vínculos significativos e buscar apoio quando necessário. “Quando o idoso encontra espaço de escuta, ele consegue elaborar melhor essas angústias, ressignificar perdas e fortalecer sua autonomia, mesmo diante das limitações”, reforça.

Diante disso, é importante oferecer apoio e suporte, incentivando a participação em atividades sociais, a interação com outras pessoas, a ida regular ao médico e psicólogo e um ambiente acessível. Assim, pode ser possível contribuir para a promoção do bem-estar e qualidade de vida na terceira idade.

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