Segundo a pesquisa “Juventudes Fora da Escola”, realizada pela Fundação Roberto Marinho, as matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) caíram 22% entre 2018 e 2022. Com o objetivo de diminuir a evasão escolar no programa, surgiu um projeto de estudantes do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS) do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão —, que conquistou o primeiro lugar na Arena Educação do REC’n’Play 2025.
O trabalho, que foi apresentado no dia 17 de outubro, é intitulado “Didá”, palavra que significa “poder da criação”, em iorubá, e também faz referência à palavra didática. “A proposta consiste em levar o robô às escolas que oferecem EJA, especificamente para idosos, em dias determinados, com o objetivo de proporcionar uma experiência educacional mais interessante e interativa, estimulando a motivação e o engajamento desses alunos”, explica Ana Raquel, estudante do 5º período do curso de ADS e integrante do projeto. O Didá concorreu com mais 6 equipes e se destacou em primeiro lugar.
A aluna detalha também que a intenção do projeto é levar histórias interativas que estimulem a conversação e o pensamento crítico dos estudantes da EJA, servindo como um fator de motivação, principalmente para os idosos. O Didá, que está em desenvolvimento desde agosto, contou com a participação de mais quatro integrantes, sendo dois também discentes da Unit-PE: Jennifer Victória e Silas José.
Reconhecimento
“A conquista do primeiro lugar na competição foi um marco para nossa equipe! Ver o nosso trabalho ser reconhecido, principalmente em meio a tantas pessoas importantes para nós, foi excelente! Isso nos incentiva a buscar evoluir com o Didá, pois é um projeto lindo que merece ser visto e aplicado. Além do mais, nossa equipe merece o reconhecimento pela dedicação e esforço!”, comenta Ana Raquel.
Próximos passos
Para o futuro, Ana afirma que o grupo pretende continuar desenvolvendo o projeto e levando o robô para as escolas, inclusive focando em outras áreas, como letramento digital, saúde e bem-estar. “Queremos torná-lo uma ferramenta poderosa no engajamento entre adultos e idosos com a tecnologia, auxiliando na alfabetização, desenvolvimento do senso crítico, através de conversas e debates com o robô, e também seus conhecimentos em tecnologia”, acrescenta.