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Profissional do futuro deve equilibrar tecnologia e relações interpessoais

Quem se prepara para entrar no Ensino Superior ou já está no curso, além da pressão dos estudos, também já deve estar pronto para enfrentar o mercado

às 16h49
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Quem se prepara para entrar no Ensino Superior ou já está no curso, além da pressão dos estudos, também já começa a se preparar para enfrentar o mercado de trabalho. Mas como será o profissional do futuro?

O coordenador do UNIT, prof. Guilherme Aragão revela que é fundamental se manter atualizado por meio de cursos extras ou de forma autodidata. “Essa é uma exigência para todo profissional independentemente da área em que irá atuar”, destaca.

“O sucesso será determinado não só pelo conhecimento técnico, mas também pela postura do profissional. Quanto mais flexível em sua área de atuação, maior o número de oportunidades e as chances de reconhecimento”, completa o coordenador da Copex, prof. Pedro Procópio.

Além do conhecimento técnico

Durante a faculdade é muito comum que estudantes foquem nos conteúdos e procurem se desenvolver neles por meio de provas e trabalhos. Carvalho reconhece a importância disso, mas ressalta que é necessário também não deixar de lado outras habilidades. Ele destaca que existem as chamadas hard skills (habilidades técnicas) e as soft skills (habilidades comportamentais e sociais), e que é preciso dar atenção para ambas.

As primeiras já são desenvolvidas no âmbito acadêmico e envolvem os conhecimentos técnicos. Já as soft skills são mais difíceis de se ensinar. É o caso da inteligência emocional, bastante valorizada hoje em dia. “É você saber identificar o que as outras pessoas estão sentindo para tomar as melhores decisões”, resume. Ele destaca que isso facilita a liderança de equipes. A criatividade é outra habilidade que muitos deixam de lado, mas que faz diferença no mercado de trabalho, pois permite sair da zona de conforto e facilita a resolução de problemas complexos.

Empreendedorismo

Já explorado no ambiente acadêmico, o empreendedorismo também está cada vez mais em evidência. Durante o curso, os alunos podem se preparar para a possibilidade de empreenderem no futuro, mesmo que essa não seja a ideia inicial. Ter conhecimento prévio sobre como elaborar um plano de negócios, reconhecer oportunidades e os riscos de um projeto faz diferença. “Com isso, o jovem estará preparado para identificar uma oportunidade e, se for o caso, empreender com mais segurança”, ressalta Aragão.

A vida acadêmica também pode ajudar a preparar o futuro profissional para o trabalho home office. “As tecnologias ajudam nisso, mas o trabalho à distância envolve disciplina e organização, características que podem ser desenvolvidas durante a graduação”, comenta Pedro Procópio.

Bom uso da tecnologia

Com a facilidade que hoje o mundo virtual proporciona para o relacionamento das pessoas à distância, muitos podem achar que manter contato profissional por meio do computador é suficiente. Mas o professor ressalta que, sempre que possível, a tecnologia não deve substituir o contato pessoal. Para Guilherme Aragão, o networking feito pessoalmente, utilizando as diferentes formas de comunicação, é uma importante ferramenta de persuasão profissional que não deve ser deixada de lado.

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