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Presença feminina na ciência ainda enfrenta desafios e deve ser fomentada

Por mais que sejam maioria entre os estudantes de cursos superiores em geral, mulheres continuam sendo minoria na ciência

às 15h32
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Segundo o Censo da Educação Superior realizado em 2021, as mulheres são maioria entre os estudantes matriculados no ensino superior, atingindo o percentual de 58,1% dos alunos. Mas a presença feminina na área científica ainda é pequena: dados da UNESCO apontam que apenas 30% dos cientistas são mulheres. O número diminui mais ao analisar cargos de liderança na ciência. Na América Latina, apenas 18% dos diretores na área científica são mulheres. 

Esses dados evidenciam a importância da fomentação da presença feminina na ciência. No Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão —  do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas compartilham suas experiências realizando graduações em uma turma composta majoritariamente por homens. Elas destacam a importância de ocupar cada vez mais esses espaços. 

“Acho extremamente importante a presença feminina na ciência para trazer diversidade de perspectivas e abordagens às pesquisas, porque muitas das descobertas e avanços começam a surgir da junção de ideias e pensamentos diferentes e quando há equidade de gênero, conseguimos desenvolver soluções mais inclusivas e acessíveis para a sociedade como um todo. Além do fato de que quanto mais mulheres na ciência, mais a chance de incentivar outras meninas a seguir nesse caminho”, enfatiza Áska Ferreira, estudante do 5° período na graduação. 

Aksa participa de um projeto de Iniciação Científica chamado “Revisão da literatura de usabilidade de tecnologias assistivas em sistemas de ecommerce e prototipação em smartphones para idosos”. Ela explica que o foco é “entender como tecnologias assistivas podem tornar plataformas de e-commerce mais acessíveis para idosos, garantindo que a experiência digital seja mais intuitiva e inclusiva”. 

Quando questionada sobre possíveis desafios, Áksa afirma que é perceptível que a presença feminina ainda é menor nesses ambientes. “Posso citar como exemplo eu e Alice Cavalcanti, minha companheira no projeto, nós somos as únicas mulheres de ADS participando de uma Iniciação Científica. Posso mencionar também a professora Rafaella Matos, que é a única mulher no corpo docente de ADS. Em certos momentos, é necessário me esforçar mais para ser ouvida, mas procuro sempre me posicionar e buscar apoio em minhas colegas de turma”, explica. 

Alice Cavalcanti, também estudante do 5° período do curso e colega de Iniciação Científica de Áksa, conta que, apesar de não ter sofrido discriminação direta por ser mulher, compartilha da mesma opinião: “Para mim a presença feminina na ciência é essencial para a diversidade de ideias e a ampliação de oportunidades no campo científico. Além de fortalecer o desenvolvimento acadêmico e profissional das mulheres, ela contribui para um ambiente mais inovador e inclusivo”, comenta.

 O objetivo profissional de Alice é escrever e publicar um artigo em uma revista de referência na área de tecnologia e acessibilidade. Além disso, a estudante quer aprofundar sua pesquisa sobre interação humano-computador (IHC) e contribuir para o desenvolvimento de diretrizes que melhorem a usabilidade de sistemas voltados para idosos.

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