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Popular no São João, o milho traz benefícios para a saúde

Com influência de portugueses, indígenas e africanos, o consumo do grão agrega diversos nutrientes

às 15h07
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O mês de junho reacende uma série de tradições, graças aos festejos de São João, como o consumo de comidas feitas com o milho. Esse grão, que é popular durante todo o ano, ganha ainda mais espaço na mesa no período junino, especialmente no Nordeste. O consumo do milho nessa época do ano tem influência de tradições portuguesas, indígenas e africanas, além de ser um produto agrícola bem comum no mês de junho. Rico em carboidratos complexos, fibras, vitaminas e minerais, esse grão faz bem à saúde, mas é preciso estar atento aos acompanhamentos.

Protagonista no São João

O milho ganhou destaque ainda no período colonial, época em que os portugueses costumavam celebrar a colheita do trigo no mês de junho. O milho, cujo período de colheita também é no meio do ano, já era comum entre os povos indígenas. Assim, o grão virou a melhor opção para os portugueses e, mais tarde, também passou a ser consumido pelos escravizados. A partir da influência dos indígenas e africanos, surgiram pratos consumidos hoje, como canjica, munguzá e pamonha.

Benefícios para a saúde

Além de ser a estrela das festas de São João, o milho também é um alimento extremamente nutritivo. A Profª Dra. Hortência Andrade, docente do curso de Nutrição do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — destaca o alto teor de fibras como o principal benefício desse grão. “Essas fibras auxiliam muito o sistema gastrointestinal como um todo, regulam muito bem o intestino, promovem uma boa saciedade e ainda controlam os níveis de açúcar no sangue”, detalha.

Outro ponto levantado pela nutricionista é a ausência do glúten no milho, sendo um alimento seguro para celíacos, por exemplo. “As preparações de milho não possuem glúten, exceto se colocarmos algum outro farináceo que tenha. Mas alimentos como pamonha, canjica e o próprio milho cozido ou assado não possuem glúten”, pontua. Além disso, o milho é rico em vitaminas do complexo B, incluindo o ácido fólico (vitamina B9), que tem funções muito importantes no organismo, inclusive durante a gestação. Outras vitaminas, sais minerais como magnésio, ferro e fósforo, e proteínas também podem ser encontradas no milho.

Outros ingredientes e calorias

Por outro lado, Hortência chama a atenção para outros ingredientes que costumam acompanhar o milho. O leite de coco e o açúcar, por exemplo, presentes na pamonha, canjica e munguzá, agregam mais calorias ao prato. “Se pudermos, por exemplo, usar leite de coco natural, e não aquele em conserva, e tentar reduzir a quantidade de açúcar, conseguimos equilibrar bem os benefícios e controlar os níveis de glicose no sangue”, defende. A manteiga no milho cozido e o queijo na pamonha também aumentam a quantidade de calorias desses alimentos, de acordo com Hortência.

Mesmo assim, a professora reforça que, por si só, o milho não engorda, como muitas pessoas acreditam. “O alimento de forma isolada não deve ser visto com essa crença, porque é muito relativo. Um milho cozido médio, por exemplo, tem cerca de 120 a 140 calorias, sem adicionar manteiga, o que não é muito, já que ele traz tantos benefícios. Então, é um alimento com quantitativo de caloria médio”, explica Hortência. Por isso, ela defende que o milho e os pratos preparados com ele podem estar inseridos no dia a dia sem exagero, inclusive pela presença das fibras, que controlam a glicose no sangue.

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