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Parque Nacional do Catimbau é uma das principais reservas arqueológicas do país 

Os imensos paredões de pedras encontrados na região abrigam pinturas rupestres, cemitérios arqueológicos e parte da Caatinga

às 15h25
Foto: do Portal de Zoologia de Pernambuco
Foto: do Portal de Zoologia de Pernambuco
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O Parque Nacional do Catimbau é o segundo maior parque arqueológico do Brasil. Localizado entre os municípios de Buíque, Ibimirim e Tupanatinga, no agreste pernambucano, abriga inscrições rupestres que datam de 2000 a 6000 mil anos. O parque foi instituído como sítio arqueológico em 2010, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Desde então, é um dos principais fluxos de turismo pedagógico, ecológico e cultural da região.

Registros pré-históricos 

Estudos arqueológicos apontam que o Catimbau foi um dos caminhos de dispersão dos povos da Serra da Capivara, no Piauí. Os dois sítios arqueológicos possuem artes rupestres denominadas como “tradição Nordeste”, caracterizadas por apresentarem figuras humanas com um tamanho que varia entre cinco a quinze centímetros, em cenas de movimento. As cenas remetem à luta, caça, dança e ao sexo. 

No Catimbau, também encontram-se pinturas da “tradição Agreste”, feitas em traços geometrizados e de difícil identificação. Algumas figuras são identificadas como homens e animais. Os desenhos são maiores que o da tradição Nordeste, e realizados com traços mais grossos, sem representarem cenas de movimento. 

Preservação da Caatinga

Além de ser um importante sítio histórico, o Parque Nacional do Catimbau é uma das últimas reservas do bioma Caatinga no país. A Caatinga é um bioma exclusivo do Brasil, que teve 46% da área desmatada até 2008, segundo levantamento do Monitoramento por Satélite do Desmatamento no Bioma Caatinga. A área de preservação abriga diversas espécies endêmicas e migratórias, algumas ameaçadas de extinção. 

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