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Palmada pode levar a problemas de saúde mental

Pesquisa revela que pessoas que sofreram agressão física quando mais novos são mais propensos a desenvolverem algum tipo de transtorno.

às 20h38
Aggressive man with clenched fist threatens to hit scared little girl. Domestic Family violence concept.
Aggressive man with clenched fist threatens to hit scared little girl. Domestic Family violence concept.
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Crianças que apanham são mais propensas a terem ansiedade e depressão, segundo pesquisa

Recorrer à agressão física é comum na forma de educar de muitos pais. Desobediência, choro ou birras dos filhos podem levar a um beliscão ou uma palmada, que são punições “momentâneas”. Elas talvez consigam resolver no momento, mas existem consequências sérias para essas ações, de acordo com pesquisa divulgada recentemente.

Pesquisa

Segundo pesquisa da Universidade Católica Australiana, a palmada na infância pode levar a criança a desenvolver problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, na sua fase jovem adulta. O levantamento levou em consideração dados de 8,5 mil pessoas, homens e mulheres, com idade entre 16 e 24 anos. Entre eles, 61% dos voluntários sofreram algum tipo de agressão física em pelo menos quatro ocasiões quando mais novos – esses eram quase duas vezes mais propensos a desenvolverem algum tipo de transtorno.

Impactos 

A palmada pode levar a transtornos mentais pelos sentimentos que a acompanham, como raiva, pressão e ressentimento. Segundo Daryl Higgins, professor e autor do estudo, o castigo corporal ou físico também é um dos sinais de negligência e abuso, criando uma espécie de trauma e carga emocional negativa. 

Mudança

A agressão física está proibida em 62 países. No Brasil, a Lei da Palmada está em vigor desde 2014 – ela proíbe o uso de castigos corporais ou tratamentos cruéis e degradantes contra crianças e adolescentes. Voltada para os direitos humanos e, também, aliada ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ela ainda promove a mudança na educação parental: educar sem punir, com diálogo e compreensão, mostrando o que é certo e errado, sem incentivar o medo e a insegurança. 

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