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Memorial da Democracia de Pernambuco é um guardião da história e da resistência política

Instalado no Sítio da Trindade, o espaço preserva o acervo da Comissão da Verdade e transforma mais de 70 mil documentos em ferramentas de educação e reparação histórica

às 15h59
Foto: Arnaldo Sete (do site da Revista Continente)
Foto: Arnaldo Sete (do site da Revista Continente)
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O Memorial da Democracia de Pernambuco – Fernando de Vasconcellos Coelho, inaugurado em 29 de dezembro de 2022, é um museu e centro de memória situado no Sítio Trindade, no Recife. Dedicando-se à preservação e difusão da história política e social do estado, o espaço foca na resistência democrática e no esclarecimento de violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988. 

Início

O equipamento público é resultado de um trabalho produzido pela Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara (CEMVDHC), criada em 2012 pelo ex-governador Eduardo Campos. O Memorial da Democracia de Pernambuco está diretamente ligado ao processo de apuração histórica realizado pela Comissão, instituído pela Lei nº 14.688, de 1º de junho de 2012, e é aberto para visitação, pesquisas e estudos. 

Na inauguração, o então prefeito João Campos assinou termo de cessão do casarão do Sítio da Trindade ao Governo do Estado por 30 anos. Foram cerca de dez anos que a Comissão da Verdade de Pernambuco passou construindo o rico acervo que hoje está completamente acessível à população. O objetivo é valorizar e reconhecer a democracia e servir como um instrumento de reparação simbólica às vítimas de perseguição política em Pernambuco.

Objetivo e importância 

Além da Ditadura Militar, a Revolução Pernambucana de 1817 e a luta dos movimentos sociais no século XX também ganham espaços nas salas do Memorial, que desempenha um papel crucial na política e na preservação da democracia ao trazemos essas memórias para que essas violências não se repitam. Aberto principalmente à visitação de estudantes, o espaço tem como um dos principais objetivos a educação, atuando como guardião da memória, propondo uma aula sobre o passado autoritário estatal por meio do resgate do passado.

O Memorial conta com salas com exposição onde o visitante pode acessar versões digitais do relatório final da Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Helder Câmara, com mais de 800 páginas, e os mais de 70 mil documentos coletados, entre prontuários, certidões de óbito, entrevistas e depoimentos.

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