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Os 4 tipos de apego revelam padrões de comportamento nas relações

Surgidos ainda na infância, os estilos de apego influenciam os relacionamentos na vida adulta

às 16h31
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A maneira como cada pessoa se comporta em seus relacionamentos, sejam eles românticos ou entre amigos, colegas ou familiares, é fortemente influenciada pela sua relação com seus cuidadores durante a infância. Esse é o ponto central da teoria do apego, desenvolvida pelo psicólogo britânico John Bowlby. De maneira geral, o apego consiste em um padrão de comportamento que se aplica às relações humanas e é dividido em quatro tipos, de acordo com as experiências da infância e a maneira de se relacionar ao longo da vida.

Teoria do apego

John Bowlby começou a formular a teoria do apego entre os anos 50 e 60, a partir de estudos sobre a maneira como crianças se comportam quando estão distantes dos pais. Com o tempo, a teoria evoluiu e recebeu contribuições de outros cientistas. Mary Ainsworth, psicóloga dos Estados Unidos, descreveu os três primeiros tipos de apego (seguro, evitativo e ansioso); depois, as pesquisadoras Mary Main e Judith Solomon postularam o tipo desorganizado de apego. Já nos anos 80, os psicólogos Cindy Hazan e Phillip Shaver perceberam que os tipos de apego se aplicavam não somente às crianças, mas também às relações dos adultos, em especial as românticas.

Tipos de apego

O estilo de apego se forma a partir da capacidade que os cuidadores (em geral, os pais) têm de atender às necessidades de uma criança. Quando essas necessidades são atendidas de maneira adequada, o indivíduo desenvolve o apego seguro, considerado o mais saudável. Nesse caso, as pessoas estabelecem boas relações, em que não há uma dependência emocional excessiva e nem medo do abandono ou rejeição. No geral, são pessoas com boa autoconfiança e que sabem comunicar bem as suas necessidades e desejos.

Já o apego evitativo surge quando, na infância, o indivíduo foi negligenciado ou mesmo abusado. Assim, desenvolve um alto nível de independência na vida adulta, evitando a intimidade e a vulnerabilidade e procurando não se envolver tão profundamente nas relações. O apego ansioso, por outro lado, se desenvolve quando a criança tem sentimentos mistos em relação aos cuidadores. Por causa disso, a pessoa cresce procurando sempre pela aprovação de outras pessoas, sendo muito presente o medo do abandono ou da rejeição. Outra característica é a hipervigilância em relação a qualquer ameaça ao relacionamento.

Por fim, o apego desorganizado acontece quando, na infância, a pessoa enfrenta uma inconstância nos cuidados. Ou seja, em alguns momentos suas necessidades são bem atendidas, mas em outros não. Sendo assim, não consegue prever como será tratado, revelando uma insegurança. Por isso, quem tem o apego desorganizado, que tem traços do evitativo e do ansioso, acaba tendo um padrão de comportamento confuso, em que deseja a intimidade, mas se sente desconfortável com ela. Isso porque esses indivíduos sentem medo de se magoar e, por isso, afastam as pessoas com quem se relacionam.

O que fazer?

É importante destacar, no entanto, que esses quatro estilos de apego não são imutáveis e nem rígidos. É possível transitar entre os quatro tipos e até mesmo mudar o padrão de comportamento predominante. A psicoterapia é a melhor forma de trabalhar para melhorar as relações, além de identificar como o próprio tipo de apego influencia nos relacionamentos. Além disso, os pais e cuidadores de crianças também devem ficar atentos, buscando sempre atender às necessidades dos filhos, validar as suas emoções e envolver-se nos seus interesses.

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