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Mariana Donato contribui em pesquisa sobre contaminação pela Zika

Atuando como pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, professora da UNIT atuou na equipe que descobriu a possibilidade de pernilongo ser transmissor da Zika

às 16h59
Mariana Donato - Biomédica, pesquisadora e professora da UNIT
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A professora da graduação em Biomedicina, da Faculdade Integrada de Pernambuco – UNIT, Mariana Donato participou do estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que descobriu a possibilidade da transmissão do vírus da Zika por pernilongos.

Os resultados publicados na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature, representam um grande avanço na busca pela cura da doença, que registrou no primeiro trimestre deste ano, cerca de 7 mil casos em todo o Brasil.

A pesquisa surgiu de uma colaboração com o Departamento de Ultraestrutura, da Fiocruz, vinculado ao Departamento de Entomologia da Fundação.

Para conseguir o máximo de resultados satisfatórios, mosquitos do gênero Culex infectados com a Zika, foram recolhidos na Região Metropolitana do Recife, e tiveram seu genoma coletado para um sequenciamento.

“Quando a Zika surgiu, foi incomum e rápida a distribuição rápida do vírus na região. Por conta disso, o Departamento de Entomologia, da Fiocruz, responsável por estudar insetos sob todos os seus aspectos e suas relações com o meio ambiente, começou a avaliar se outras espécies de mosquitos, além do Aedes aegypti, poderiam transmitir a doença”, explicou Mariana Donato.

“Foram realizadas várias análises de biologia molecular, encontrando traços do vírus na glândula salivar e patas do mosquito, o que sugere capacidade de transmissão, assim como traços do vírus na saliva do Culex Quiquefasciatus”, explica a biomédica afirmando que depois desses resultados se fez necessário uma confirmação morfológica para efetivamente declarar a capacidade do pernilongo de transmitir o vírus.

Por essa razão, Mariana Donato precisou estudar todos os detalhes sobre o corpo do mosquito, como o funcionamento da glândula, sua dissecação e reprodução viral. Foi comprovado em laboratório que o vírus consegue se replicar dentro do mosquito e chegar até a glândula salivar, de onde decorre a contaminação.

“Há uma contraposição ao resultado, pois existem trabalhos fora do Brasil que afirmam a incapacidade do Culex de transmitir a Zika, porque a quantidade de vírus no pernilongo é baixa. Porém, deve ser levada em conta a grande quantidade de Culex na região do Recife e que nestas pesquisas não foram analisados mosquitos selvagens, sem ser de laboratório, da cidade”, finaliza a pesquisadora e biomédica.

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