Ao falar de planejamento financeiro, é comum a ideia de restrição completa de gastos e privação do lazer. Segundo uma pesquisa do Datafolha de 2024, 67% dos brasileiros enfrentam dificuldades para poupar, devido a hábitos de consumo, falta de consciência e ausência de planejamento. No entanto, manter uma boa relação com o dinheiro é mais fácil do que se imagina. Através de estratégias adequadas e boa organização, usufruir dos gastos para além das necessidades básicas torna-se mais simples.
O que são finanças pessoais
Entende-se pelo processo de planejamento e finança pessoal como a gestão do dinheiro que um indivíduo ou uma família recebe, gasta e economiza, incluindo todas as necessidades e despesas na rotina. Dentre as principais questões trabalhadas nesses processos estão o controle de gastos, metas de curto, médio e longo prazo, construção de patrimônio e cuidados com dívidas e imprevistos.
O Prof. M.e. Edgar Leonardo, coordenador do curso de Administração do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — fala como isso funciona dentro do ambiente doméstico. “Se a família gasta unida, a família se planeja unida. Então, é preciso pegar e colocar tudo no papel: o cafezinho que eu tomo fora de casa, o lanche que eu faço, a conta de luz, de água, de celular, e depois de fazer essa conta, eu posso separar ela”, explica.
Com uma boa gestão, Edgard aponta que o dinheiro pode ser usado para alcançar outros objetivos. Por isso, a criação de um orçamento diário é fundamental para uma administração bem sucedida e também para evitar que problemas financeiros se tornem frequentes.
Como organizar as finanças pessoais
O primeiro passo, segundo o professor, é registrar todos os ganhos e despesas da casa, listando todas as fontes de renda, desde uma conta fixa até gastos pequenos do dia a dia. Assim, fica mais fácil visualizar de onde esse dinheiro vem e para onde ele está indo. Além disso, é importante criar um orçamento para as metas pré-estabelecidas pelo indivíduo ou pela família. Isso implica desde reservas de emergência até recursos para viagens. O plano pode mudar no decorrer da rotina e da mudança de vida, então é necessário que o foco permaneça diante delas.
Edgard também destaca a educação financeira para crianças e jovens como ferramenta para ensiná-los a tomar grandes decisões financeiras no futuro. “Isso é super importante, porque educação financeira deve estar presente logo na primeira infância. A criança precisa aprender a se frustrar e a esperar. Dessa forma, ela entende que, podendo esperar, pode ter maiores benefícios”, detalha.