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Índice de ansiedade em crianças e adolescentes já supera o de adultos 

A educação parental inadequada é uma das principais causas do cenário

às 15h08
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Dados da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) apontam que, em 2023, o índice de ansiedade entre crianças e jovens superou o de adultos no Brasil.  No período, a taxa de jovens de 10 a 14 anos atendidos por transtornos de ansiedade atingiu aproximadamente  126 a cada 100 mil; e, entre adolescentes, 157 a cada 100 mil. Em adultos acima de 20 anos, a taxa é de 112 a cada 100 mil.


A criação é o ponto-chave

A Profª M.a Giedra Marinho, docente de Psicologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) – localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão – explica que uma das principais causas da prevalência de ansiedade entre crianças e adolescentes é a educação parental inadequada. “A ansiedade entre crianças e adolescentes está aumentando consideravelmente no mundo inteiro. Em pesquisas da psicologia e psiquiatria, observa-se que os jovens não estão sabendo lidar com as frustrações e perdas, o que gera um nível muito grande de ansiedade. Os pais criam os filhos numa bolha educacional na qual eles não sabem gerenciar problemas. É uma falta de confronto com a realidade, uma falta de confronto com a frustração, e a gente precisa da frustração para crescer de forma saudável”, explica. 

Condições mais comuns

Giedra alerta que os problemas mais comuns em jovens são a ansiedade, TDAH e depressão. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) apresenta sintomas como crises, taquicardia, falta de ar, alteração da frequência cardíaca e tremores. “Esses sintomas podem se manifestar em situações relativamente simples do dia a dia, já que os jovens não possuem o desenvolvimento emocional necessário para lidar com essas questões”, aponta. 

Formas de lidar

A especialista destaca a importância da orientação parental e da psicoterapia para enfrentar essas situações. “Temos que conscientizar os pais da inadequação dessa falta de gestão emocional. É urgente compreender que não é saudável proteger excessivamente. É preciso um nível de sofrimento, lidar com frustração, lidar com limites, de tolerância quando não se consegue. Além disso, a psicoterapia é indicada para essas crianças e adolescentes. Ao meu ver, o método TCC, que é a Terapia Cognitiva Comportável Mental, é a melhor opção nesse caso”, finaliza. 

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