A preocupação das empresas com as particularidades dos colaboradores é uma tendência na área da Administração, além de se mostrar uma boa opção para os negócios. Ao melhorar o bem-estar organizacional, a chamada gestão humanizada estimula a produtividade dos funcionários, trazendo benefícios para os trabalhadores e para a empresa. Assim, é papel dos gestores e profissionais da Administração investir em práticas organizacionais que estimulem um ambiente mais humanizado.
Bem-estar organizacional
O Prof. M.e. Edgard Leonardo, coordenador do curso de Administração do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão —, explica que a gestão humanizada se baseia no reconhecimento dos funcionários como indivíduos, valorizando suas particularidades, necessidades e potencialidades. “O objetivo é construir ambientes organizacionais que priorizem a ética, a empatia, a transparência na comunicação e a participação ativa, por meio de políticas e práticas que impulsionem o desenvolvimento humano, a inclusão e o bem-estar”, detalha.
Apesar da gestão humanizada ser uma prática antiga, segundo Edgard, ela têm ganhado força nos últimos anos, inclusive com estudos que destacam “a humanização do ambiente de trabalho e a liderança empática como cruciais para o sucesso empresarial”. Uma pesquisa publicada em 2024 pela empresa de pesquisa e consultoria Gallup mostrou que uma liderança humanizada pode reduzir o absenteísmo em 81% e a rotatividade em até 43%, além de aumentar a produtividade dos colaboradores em 14%.
“Essa perspectiva traz benefícios mútuos. Para os funcionários, proporciona maior bem-estar, satisfação, motivação e saúde mental, resultando em um ambiente de trabalho mais acolhedor e colaborativo. Para a empresa, observa-se uma maior capacidade de reter e atrair talentos, melhoria do clima organizacional, uma maior inovação e uma imagem de mercado mais positiva”, acrescenta Edgard.
Aplicando a gestão humanizada
Para implementar a gestão humanizada, o coordenador pontua que é necessário estabelecer uma cultura organizacional ética e que valorize o bem-estar das pessoas, através de uma liderança empática e de uma comunicação não violenta, com respeito e escuta ativa. “É fundamental também que essa visão esteja integrada ao planejamento estratégico da empresa, refletida em sua missão e visão, orientando todas as decisões e práticas. Criar ambientes que cuidem da saúde mental, incentivar a participação dos colaboradores, promover a inclusão e desenvolver políticas de crescimento pessoal e profissional, com benefícios flexíveis, são passos importantes”, complementa Edgard.