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Estudo relaciona assistência odontológica na UTI e mortalidade

Publicada em revista especializada, a pesquisa – que teve participação de aluna e professora de Odontologia da Unit-PE – retrata procedimentos como a higiene bucal antes da intubação em pacientes sob ventilação mecânica

às 21h36
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Um estudo relacionando assistência odontológica a pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mortalidade é publicado em revista especializada. A pesquisa – que teve a participação da aluna de Odontologia da Unit-PE, Layane Gomes, e orientação da professora e Doutora em Ciências Odontológicas, Evelyne Pedroza, mostra a influência da higiene oral adequada nos pacientes e a importância de dentistas hospitalares para a realização dos procedimentos devidos.

O material faz uma revisão acerca da relação das infecções orais em pacientes internados em UTI, além de abordar os tratamentos necessários para reduzir a taxa de morbimortalidade. O estudo foi baseado na observação de que muitos pacientes internados em UTI têm dificuldades na higienização oral, causando o acúmulo de bactérias na região. As que podem causar pneumonia adquirida no trato respiratório inferior e a associação da doença periodontal com a Endocardite infecciosa

Com o título “Assistência odontológica a pacientes de Unidade de Terapia Intensiva”, o artigo foi publicado no The Open Brazilian Dentristy Journal, revista que é dirigida à classe odontológica com experiências e relatos de caso relacionados à Odontologia ou disciplinas correlatas. A publicação é editada pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão e pelo Curso de Bacharelado em Odontologia do Centro Universitário de Patos (UNIFIP), na Paraíba. 

Linha do tempo

Com base em 18 artigos sobre Odontologia e UTI do Google Acadêmico, Lilacs e Scielo do período entre 2002 a 2019, um artigo clássico de 1998, um livro referência de 2015, um projeto de lei e uma resolução do Conselho Federal de Odontologia, Evelyne e Layane fizeram uma linha do tempo, desde o tratamento odontológico no século XVIII, até a aprovação da chamada Odontologia Hospitalar, que trata pacientes na Unidade de Terapia Intensiva. 

Depois, elas usaram as pesquisas para construir as justificativas do aumento de morbimortalidade, que é o conceito da Medicina que se refere ao índice de pessoas mortas em decorrência de uma doença específica dentro de determinado grupo. 

Resultados

Os resultados do estudo do artigo foram feitos por partes, começando pela UTI, onde é comprovado que os pacientes estão com a imunidade baixa, favorecendo o aparecimento de infecções. Depois, o tópico foi sobre a Odontologia Hospitalar e sua importância em uma equipe médica, com o acompanhamento de um dentista no tratamento do paciente, já que muitas doenças se originam a partir de bactérias e biofilme (placas bacterianas) na área bucal e no trato respiratório.

Com o sistema imunológico baixo, esses microrganismos se instalam facilmente e é o papel do profissional evitar que o paciente contraia pneumonia, que é a segunda causa de infecção hospitalar e a responsável por taxas significativas de morbidade e mortalidade em pacientes de todas as idades. Englobando de 10% a 15% das infecções hospitalares, sendo que de 20% a 50% dos pacientes afetados por este tipo de pneumonia não conseguem resistir, de acordo com o artigo.

Intubação

A análise também pontua o tratamento adequado para cada situação. É explanado que a higiene bucal deve ser feita antes da intubação e repetida periodicamente em todos os pacientes sob ventilação mecânica. A limpeza consiste em escovar os dentes em uma posição de 45°, a chamada técnica bass, e higienizar a mucosa com gaze úmida e escovação da língua – sendo essas técnicas em pacientes em situações mais brandas. 

Nos casos mais graves, é recomendado o uso da clorexidina, uma substância de descontaminação, concentrada a 0,12%, quatro vezes ao dia. Também é dito que, em 2009, foi experimentado o uso de um protocolo de higiene oral com clorexidina a 0,12%, com escova de dente com sucção, cotonetes com peróxido de hidrogênio e hidrante labial, e foi constatado uma redução 89,7% na taxa de pneumonia associada à ventilação mecânica.

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