O Dia do Esteticista, comemorado em 18 de janeiro, marca a promulgação da Lei nº 12.592/2012, que detalha o exercício dessa profissão e de outras relacionadas à beleza. O esteticista é o profissional que se dedica ao cuidado com a aparência e com a saúde das pessoas, através de diversas técnicas com aplicações variadas. A atuação desses profissionais é bastante ampla, podendo ir desde salões de beleza à indústria de cosméticos. Por isso, sempre existem novas tendências para a área, que só tende a crescer.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o número de profissionais da área de Estética subiu de 72 mil para 480 mil entre 2018 e 2022. Segundo a Profª M.a. Ivanacha Carneiro, docente do curso de Estética e Cosmética do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão —, o esteticista é um profissional especializado nos cuidados com a pele, beleza e bem-estar. “Através de uma formação qualificada tem a possibilidade de oferecer tratamentos e orientações voltados para melhorar a saúde e a aparência da pele, lapidar a imagem pessoal, promover relaxamento e elevar a autoestima dos clientes”, afirma.
Importância dos esteticistas
A atividade dos esteticistas leva a uma melhora na autoestima e na qualidade de vida dos clientes. Através dos procedimentos, eles ajudam na aparência das pessoas, além de promover cuidados com a saúde, pois são capacitados para identificar problemas de pele, por exemplo, e indicar tratamentos adequados. Além disso, os procedimentos também promovem relaxamento e alívio do estresse. “A importância desse profissional vai além dos cuidados superficiais, englobando impactos positivos na saúde emocional, física e social por prestar um atendimento com conhecimento técnico e científico, sensibilidade humana e habilidades inovadoras”, avalia Ivanacha.
Atuação
Os esteticistas podem trabalhar em diversas áreas, como clínicas de estética, consultórios médicos, spas, salões de beleza, instituições de ensino e pesquisa, indústrias de cosméticos e academias. De acordo com Ivanacha, com essa variedade de áreas de atuação, a estética “passa a ser considerada parte do cuidado preventivo e do autocuidado”, em um mercado que está sempre se atualizando. Mas uma das principais áreas de atuação desse profissional é o empreendedorismo, principalmente para as mulheres. A Abihpec aponta o Brasil como o 4º maior público consumidor de produtos de estética no mundo. Além disso, de acordo com o Global Entrepreneurship Monitor de 2020 (GEM), o país tem a sétima maior participação feminina no ramo da estética.
Ivanacha considera o empreendedorismo feminino muito importante para a área da estética. “No setor da estética, muitas vezes, o sucesso dos negócios depende da capacidade de estabelecer uma conexão emocional com os clientes. E as mulheres, por serem a maioria das consumidoras nesse mercado, têm uma facilidade maior em criar empatia com seus públicos, procuram oferecer serviços que priorizam o bem-estar, a saúde mental e o autocuidado, aspectos que são fundamentais para fidelizar clientes”, afirma.
“O empreendedorismo feminino nessa área gera empregos, fomenta a economia local e contribui para a criação de um mercado cada vez mais competitivo e inovador”, avalia Ivanacha. A professora destaca ainda que, nos últimos anos, o mercado da estética tem ganhado novas tendências, principalmente com ajuda do empreendedorismo feminino. “Muitas mulheres empreendedoras usam seus negócios para promover uma estética mais natural, sustentável e verdadeira, o que pode impactar positivamente a sociedade, diminuindo pressões e padrões de beleza irreais”, detalha.