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Contato e vínculo afetivo: relações próximas são essenciais para a saúde mental

Sentir-se pertencente, ouvido e acolhido é uma condição importante para o equilíbrio psicológico

às 15h15
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Em um mundo cada vez mais acelerado e conectado por telas, o contato humano continua sendo uma necessidade básica. Os vínculos afetivos, envolvendo amigos, familiares, parceiros e até colegas de trabalho, desempenham um papel fundamental na manutenção da saúde mental. Sentir-se pertencente, ouvido e acolhido é uma condição importante para o equilíbrio psicológico. 

Desde a infância, o ser humano depende do contato para se desenvolver. O toque, a escuta e a presença constroem a sensação de segurança. Ao longo da vida, ao mesmo tempo em que se deve cultivar momentos para si mesmo, também é crucial construir relações interpessoais saudáveis, que podem ser uma base de apoio diante de desafios, frustrações e mudanças.

Estudos indicam que pessoas que mantêm relações afetivas saudáveis tendem a apresentar menores índices de ansiedade e depressão. O suporte emocional funciona como uma rede de proteção, ajudando a lidar com o estresse e a adversidade. Segundo a Profª M.a. Déborah Capozzoli, docente do curso de Psicologia do Centro Universitário Tiradentes – UNIT, a construção de vínculos afetivos é um dos pilares da felicidade. 

Qualidade vale mais que quantidade

“A saúde mental, enquanto um estado subjetivo de bem-estar, também envolve as relações significativas que construímos no mundo e que se situam no entrelaçamento com os outros”, explica. A psicóloga defende que o ser humano é um ser social e, portanto, precisa ter relações interpessoais que sejam não apenas um simples vínculo social, mas sim uma forma autêntica de coexistência.

Isso não significa estar cercado de muitas pessoas, mas sim ter conexões significativas. Qualidade importa mais do que quantidade. Em tempos de rotinas intensas e interações digitais, é comum que as relações se tornem superficiais. No entanto, vínculos profundos exigem tempo, disponibilidade emocional e troca genuína.

O poder da escuta e do afeto

Ser ouvido sem julgamento fortalece a autoestima e reduz a sensação de isolamento e solidão. Pequenos gestos, como uma conversa sincera, um abraço, uma mensagem de apoio, podem ter efeitos concretos no bem-estar. Pesquisas mostram que o contato físico, como o abraço, estimula a liberação de ocitocina, hormônio associado à sensação de confiança e conexão. Já conversas significativas ajudam a organizar pensamentos e emoções, diminuindo a sobrecarga mental.

Como cultivar essas relações? 

Fortalecer laços pode começar com atitudes simples: retomar contato com amigos, reservar tempo para a família, participar de atividades coletivas ou buscar grupos com interesses em comum. Também é importante lembrar que procurar ajuda profissional pode complementar a rede de apoio.

Desafio 

A Profª M.a. Giedra Marinho, também do curso de Psicologia da UNIT, explica que fazer amigos e manter essas relações pode ser mais difícil para algumas pessoas, com timidez, por exemplo. Quando há essa dificuldade, a timidez é excessiva e prejudica o dia a dia, é preciso procurar terapia. “A terapia psicológica é fundamental para o indivíduo compreender o porquê dessa dificuldade ou timidez e tentar contornar. O psicólogo pode elaborar dicas e estratégias para que o paciente consiga superar esse desafio aos poucos. Mas tudo é feito por meio de pequenos passos, sem forçar”, finaliza Giedra.

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