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Conexão PIPEX reuniu representantes de empresas na Unit-PE para troca de experiências

O evento, que aconteceu no dia 24 de novembro, aproximou a instituição de ensino dos gestores parceiros, que puderam prestigiar os trabalhos dos estudantes

às 16h23
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O Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — realizou, no dia 24 de novembro, um encontro com representantes de empresas parceiras. O Conexão PIPEX teve como objetivo principal o estreitamento dos laços com os gestores dessas organizações, que recebem estudantes da Unit-PE para a realização de trabalhos extensionistas. Essa troca é estruturada pela metodologia da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP) e traz frutos para os alunos, as empresas e a instituição de ensino.

Os convidados foram recebidos na Biblioteca da Unit-PE, com uma fala do reitor, Prof. Dr. Diogo Galvão, da coordenadora de suporte acadêmico, Profª M.a. Ivanacha Carneiro, e da gestora do Escritório de Empresas, Célia Guedes. O reitor da instituição aproveitou a oportunidade para agradecer aos representantes das empresas pela parceria. “Também desejamos ouvir dos gestores um feedback, para que possamos ter um processo de aprimoramento contínuo, investindo nessa relação duradoura, e que possamos contribuir, efetivamente, para as atividades das empresas parceiras”, comentou.

Aprendizagem Baseada em Projetos

Todos os cursos devem ter 10% de sua carga horária total voltada para as atividades de extensão, que envolvem uma entrega real dos estudantes para além dos muros da instituição. Na Unit-PE, isso é feito com base na ABP. “Temos uma estrutura pensada para o nosso projeto pedagógico, com salas de aula desenhadas para projetos. Não temos cadeiras perfiladas, mas sim mesas em que os estudantes trabalham em grupo, com no máximo 36 pessoas por sala, para que os professores possam acompanhar a execução desses projetos”, detalha o reitor.

“Esses trabalhos são escopos-base da profissão, com tudo que é necessário de aprendizagem técnica para o profissional sair da Unit-PE para o mercado de trabalho. Mas também é necessário que os futuros profissionais consigam desenvolver qualidades que são importantes, além do conhecimento técnico, como liderança e trabalho em grupo. Dentro dessa extensão, o aluno é protagonista de um processo em que ele vai para a comunidade colocar em prática o que aprende em sala de aula e ajudar aquela população”, acrescenta Ivanacha.

Parceria com as empresas

Para Célia, todo esse processo é uma via de mão dupla, e tudo começa no Escritório de Empresas da Unit-PE. “Nossos consultores especializados encontram as empresas que se interessam e que possam se beneficiar dos projetos que temos a oferecer. Depois de um semestre, em que os alunos fazem visitas à empresa parceira, fazem o diagnóstico, pensam no plano de intervenção e depois executam, eles voltam para ser avaliados”, explica.

Neste semestre, estão envolvidos os cursos de Administração, Enfermagem, Estética e Cosmética, Fisioterapia, Nutrição e Psicologia, com 61 projetos desenvolvidos por 332 alunos do 1º ao 6º período, em 23 organizações parceiras. “Ao abrir esse espaço para os estudantes, as empresas permitem que eles tenham contato com um problema real dentro de um ambiente de trabalho da vida real, e eles desenvolvem habilidades e competências necessárias ao mundo do trabalho”, pontua Célia.

Troca de experiências

Um exemplo prático foi o caso de Hadassa Rodrigues, estudante do 5º período do curso de Enfermagem, que implementou um projeto no Hospital Infantil Jorge de Medeiros. O trabalho teve a proposta de levar orientações de cuidados com recém-nascidos para as mães. “Percebemos que elas tinham muito conhecimento, apesar de que algumas ainda tinham um déficit muito grande, porque não tem como saber de tudo, já que cada bebê é um mundo diferente. Elas foram muito participativas e não mediram esforços para fazer a intervenção acontecer junto com a gente. Foi algo que fizemos em conjunto”, conta a aluna.

Ao longo do semestre, o grupo realizou relatórios periódicos, para registrar todo o processo do trabalho junto às mães atendidas pelo Hospital. “Todo PIPEX é diferente, mas todo PIPEX é muito especial, porque cada um traz uma visão diferente, aspectos que eu não estou acostumada a lidar e vou me adaptando durante o semestre. E esse foi realmente muito especial, porque, mesmo tendo conhecimento, as mães estavam dispostas a ouvir o que eu sei, e eu também estava aberta a ouvir o que elas tinham para me ensinar”, complementa Hadassa.

A coordenadora geral do Hospital, Patrícia Martins, também prestigiou a apresentação do grupo e conta que o contato com os estudantes foi de grande importância para a equipe profissional. “Foi uma forma de reciclagem de tudo aquilo que eles já sabiam. Mas, como a área de saúde sempre está se renovando, sempre tem coisas novas para aprender, então todo dia se aprende alguma coisa. Realmente foi uma troca bem positiva”, comenta. Além do grupo de Hadassa, Patrícia acrescenta que outras 7 equipes realizaram ações extensionistas no Hospital, com temas como pressão arterial e cuidados na administração de medicamentos.

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