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Café Científico debate a Microcefalia e suas repercussões sociais

As pesquisas envolvendo o mosquito Aedes aegypti, e as dificuldades para encontrar tratamento para crianças com Microcefalia foram os temas abordados no encontro

às 14h13
Uma mesa redonda para debater a Microcefalia, através do olhar daqueles que lidam diretamente com a questão, as mães de filhos portadores da malformação e dos profissionais que atuam na pesquisa dos casos
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Uma mesa redonda para debater a Microcefalia, através do olhar daqueles que lidam diretamente com a questão, as mães de filhos portadores da malformação e dos profissionais que atuam na pesquisa dos casos.

Este foi o objetivo do Café Científico, que a UNIT promoveu na noite desta terça (05), no auditório do Anexo Saúde II, na Av. Caxangá – 4302, Cidade Universitária.

A iniciativa intitulada “Microcefalia e suas repercussões sociais” aberta ao público contou com a presença da biomédica e pós-doutoranda do Laboratório de Entomologia, do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães – FIOCRUZ/PE, Dra. Duschinka Ribeiro e de representantes da associação das mães de filhos com microcefalia, a União das Mães de Anjos.

No encontro, a Dra. Duschinka Ribeiro apresentou as especificidades do Zika, desde sua entrada no Brasil, em 2014, até a descoberta dos primeiros dados epidemiológicos associando o vírus e a microcefalia.

A pesquisadora também explicou os motivos do grande número de casos registrados, por conta de ser um novo vírus (onde não existe imunidade prévia) e a grande capacidade de adaptação do mosquito causador da infestação, o Aedes aegypti.

Em seguida, a dona de Gleice, mãe da pequena Maria Geovana, contou em um depoimento emocionado, como lidou com a chegada de uma bebê portadora da microcefalia.

“Inicialmente eu e meu marido nos surpreendemos, por não ter noção das dificuldades que encontraríamos pelo caminho, mas por conta da grande repercussão, conseguimos que a malformação fosse divulgada, e consequentemente, que houvessem iniciativas em prol de outras mães com o mesmo caso”, contou Gleice que é uma das criadoras da União das Mães de Anjos, organização que reúne mães de crianças com microcefalia.

Segundo ela, atualmente já existem cerca 175 mães que se reúnem uma vez por semana (aos sábados), para relatar os avanços nos tratamentos e receber e destinar donativos aquelas famílias mais necessitadas.

Quem também participou foi a dona de casa, Rafaela Oliveira, mãe do Luiz Felipe, que não teve sintomas do Zika durante a gestação e só descobriu a malformação após dois dias de nascido da criança. Segundo ela, por não saber nada sobre o assunto, e após o nascimento do filho, passou a frequentar grupos de apoio e hoje acompanha Luiz Felipe em diversas terapias como: fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

DADOS – Pernambuco foi o primeiro estado a identificar suspeitas de microcefalia no país. Liderando a lista, o Estado possui 35% dos casos investigados no Brasil. O Nordeste é a região com maior número de ocorrências sob investigação: 5.149 (79%).

Conforme o Ministério da Saúde, Pernambuco também tem 256 casos confirmados, o que representa 30% de todo o Brasil, que possui 863 confirmações. Consequentemente, a região Nordeste tem o maior número de casos do país. São 833, ou seja, 97% das ocorrências.

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