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Black Friday movimenta o comércio e incentiva alerta sobre fraudes

Para não ser vítima de promoções falsas, é necessário estar atento a links e ofertas suspeitas

às 15h23
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A chamada Black Friday (ou Sexta-feira Negra, em português) marca o início da temporada de compras para o Natal, com grandes promoções e descontos significativos em diversas lojas varejistas e atacadistas. O evento, importado dos Estados Unidos, é realizado oficialmente na última sexta-feira do mês de novembro. No entanto, à medida que os preços diminuem, as tentativas de golpes e fraudes aumentam com a procura dos consumidores por promoções lucrativas. Por isso, é necessário se proteger dos golpes mais comuns dessa data, garantindo uma experiência segura e o melhor aproveitamento dos descontos.

Tipos de golpes mais comuns

De acordo com uma pesquisa da Serasa Experian, em 2025, mais da metade das empresas afirmam que a preocupação com fraudes cresceu nos últimos 12 meses. Com o aumento de ofertas e do volume de transações, é comum deixar passar alguns detalhes importantes. Alguns dos golpes mais recorrentes em datas comemorativas, incluindo a Black Friday, são sites falsos que imitam grandes varejistas e boletos bancários adulterados.

A coordenadora do curso de Direito do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — e especialista em Direito do Consumidor, Profª M.a. Tatiana da Hora, fala sobre outros tipos de golpe que acontecem nesse período, como o aumento prévio dos preços para aplicações de descontos ilusórios e fretes abusivos. “Golpe do Pix com QR code falso, clonagem de boletos e phishing com páginas falsas de lojas. Também há golpes com mensagens fraudulentas que confirmam compras inexistentes ou tentam sequestrar dados bancários durante o pagamento”, acrescenta.

Cuidados e prevenção

“Para evitar fraudes, o consumidor deve. quando em compras virtuais. sempre que possível optar pelos aplicativos oficiais, que costumam ter vários mecanismos de confirmação”, recomenda Tatiana. Ela reforça a importância de verificar sempre os veículos de compra, além de comparar preços com antecedência para identificar se os descontos são reais, evitar clicar em links e desconfiar de ofertas muito vantajosas. O consumidor que pretende realizar uma compra deve preferir meios de pagamento seguros, como cartões de crédito virtuais, que viabilizem a contestação da dívida, usar senhas fortes e guardar registros das ofertas.

Ao ser vítima de algum golpe, o que fazer?

Caindo em uma fraude, o cliente deve imediatamente bloquear os cartões, avisar formalmente ao banco e registrar o boletim de ocorrência policial para formalizar o golpe. Mesmo que não sirva para reaver o próprio dinheiro, isso funciona para evitar novas situações semelhantes no futuro. “Na dificuldade de resolução junto ao fornecedor, o consumidor pode recorrer à Defensoria Pública e à Justiça para reparação e proteção dos direitos previstos no Código de Defesa do Consumidor”, alerta Tatiana. Contatar o Procon e órgãos de defesa do consumidor para denunciar a fraude e buscar orientações, além de guardar toda a documentação relativa à compra é essencial para o respaldo legal.

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