No Natal, que acontece no dia 25 de dezembro, é celebrado o nascimento de Jesus Cristo, uma história que, apesar de conhecida, ainda gera muitos questionamentos entre pesquisadores. Antes do Cristianismo, os romanos já tinham comemorações durante essa época do ano e, com o passar dos séculos, outros elementos foram acrescentados à festividade, dando origem à festa que se conhece nos dias atuais.
Origem
A Saturnália era uma festa em homenagem ao deus Saturno, uma das mais importantes divindades dos antigos romanos. A festividade acontecia no mês de dezembro, em comemoração ao solstício de inverno no Hemisfério Norte. Isso porque essa estação do ano representava uma morte simbólica da Terra, sendo necessários, para os romanos, celebrar Saturno, que era considerado deus do tempo e da agricultura. Durante a Saturnália, as casas eram decoradas com folhas e velas, e as pessoas costumavam trocar presentes.
Além da Saturnália, no dia 25 de dezembro, os romanos celebravam o Dia do Nascimento do Sol Invicto. Essa festa acontecia em comemoração à diminuição dos períodos de luz do sol e aumento do período da noite. Mais tarde, com a instauração da comemoração do Natal, o nascimento de Jesus também foi associado a essa festividade, já que Cristo foi visto pelos cristãos como a luz do mundo.
Árvore da Natal
Além da decoração com folhagens e velas, as comidas fartas, e a troca de presentes, outros elementos associados à festa têm origens curiosas. Um deles são as árvores de Natal. Por sobreviverem ao inverno, os pinheiros eram celebrados em rituais pagãos, principalmente no norte da Europa. Na Alemanha, por exemplo, as árvores sempre-vivas passaram a fazer parte de rituais cristãos, inclusive por influência do líder protestante Martinho Lutero, que pendurava velas nos pinheiros. Depois, o costume foi difundido.
A figura do Papai Noel também tem origens que ainda despertam debates. O que se conhece é que o bom velhinho surgiu de São Nicolau, um santo que nasceu em uma comunidade grega onde hoje fica a Turquia. Segundo uma das histórias sobre o santo, ele havia ressuscitado três crianças, e é daí que vem sua conexão com a infância. Ele foi associado ao Natal por influência de colonizadores da Holanda (onde o santo era bastante popular) em Nova York, como uma maneira de reforçar a tradição cristã da festa.