O ambiente corporativo atual exibe uma diversidade geracional, reunindo principalmente três gerações: Geração X (1965–1980), Millennials ou Geração Y (1981–1996) e Geração Z (1997-2012). Essa diversidade etária traz uma riqueza de experiências, perspectivas e habilidades, sendo um terreno fértil para inovação e crescimento. Por outro lado, também é complexa e exige uma abordagem estratégica para aquisição e retenção de talentos.
Entendendo cada geração
Essa teoria geracional ficou conhecida a partir do livro “Generations”, dos pesquisadores William Strauss e Neil Howe, publicado em 1991. A ideia é que cada geração desenvolve comportamentos e visões de mundo diferentes a partir do desenvolvimento tecnológico e de contextos políticos, sociais e históricos que vivenciam. Assim, a relação dos mais velhos com a tecnologia, por exemplo, ou a forma de se relacionar com as outras pessoas não são as mesmas dos nascidos já no século XXI.
Para saber gerenciar esses grupos e alinhar suas interações e colaborações com a empresa, o primeiro passo é entender a cultura e o comportamento de cada geração. A geração X enfrentou as primeiras transições tecnológicas e discussões sobre vida pessoal e profissional. Sendo assim, esse grupo costuma valorizar estabilidade e hierarquia, independência e adaptabilidade, sendo resilientes e práticos.
Crescidos em meio à revolução digital, globalização e expansão tecnológica, os millennials possuem um pouco mais de familiaridade com tecnologias mais tradicionais, além de desejo de propósito no trabalho e busca por feedbacks constantes. Já a geração Z, a primeira a crescer totalmente imersa no mundo digital, valoriza a diversidade, inclusão e flexibilidade no ambiente de trabalho.
Estratégias de gestão multigeracional
As chamadas “people skills”, ou habilidades interpessoais, são ferramentas essenciais para integrar gerações, envolvendo principalmente uma boa comunicação, empatia, capacidade de resolver conflitos e flexibilidade para entender perspectivas diferentes. É a partir daí que líderes conseguem compreender as motivações e necessidades de cada grupo, reduzindo possíveis conflitos geracionais. Também é fundamental adotar uma postura voltada a reconhecer e valorizar as diferenças possibilitando uma cultura organizacional inclusiva, que celebre a diversidade de pensamentos e experiências.
Alguns outros exemplos que podem ser colocados em prática incluem a criação de uma dinâmica que foque nos pontos fortes de cada geração ao delegar tarefas. Plataformas de feedback, como o Office Vibe ou o 15 Five, podem atender as necessidades de cada grupo. Além disso, em workshops intergeracionais, líderes e membros da equipe podem compartilhar suas experiências sobre liderança, inovação e valores para ajudar a construir empatia e alinhar expectativas.