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Abelardo da Hora e seu legado de mestre esculpiram a alma pernambucana

As suas esculturas icônicas povoam as ruas de Pernambuco e influenciaram gerações de artistas

às 14h41
Foto: do site Janguiê Diniz
Foto: do site Janguiê Diniz
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Nascido em 31 de julho de 1924, na cidade de São Lourenço da Mata, Abelardo Germano da Hora é considerado um dos maiores escultores brasileiros do século XX. Formado pela Escola de Belas Artes do Recife, foi um dos precursores da arte cinética no Brasil e esteve entre os fundadores da Sociedade de Arte Moderna do Recife. Além disso, foi mestre de toda uma geração de artistas pernambucanos de renome, como Francisco Brennand e Wellington Virgolino. Famoso sobretudo como escultor, com duas obras expostas pelo mundo inteiro, Abelardo também foi artista plástico, desenhista, gravurista, ceramista, escritor, poeta, professor e militante comunista.

Trajetória e importância

Abelardo cresceu no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife, e iniciou um curso técnico de Artes Decorativas, na Escola Técnica Agamenon Magalhães (ETEPAM). Pelo seu destaque nas aulas, conseguiu uma bolsa de estudos em Artes Plásticas, na Escola de Belas Artes do Recife. Foi eleito presidente do Diretório Acadêmico, em 1941, e passou a organizar excursões com os alunos para produzir e estudar a arte nos subúrbios da capital pernambucana. Essas produções passaram a fazer parte da paisagem dos subúrbios, intercalando a cultura popular com as denúncias ao capitalismo.

O artista também foi formado pela Faculdade de Direito de Olinda e teve sete filhos com a poetisa paraibana Margarida Lucena. Abelardo da Hora teve forte participação na vida política nacional, como dirigente do Partido Comunista Brasileiro. Faleceu na manhã do dia 23 de setembro de 2014, em Recife, aos 90 anos de idade.

Luta e arte

Abelardo deixou obras espalhadas pelo Recife e foi muito conhecido pelo traço firme, formas curvas e densa representação de expressões e gestos. Suas obras expressivas e gritantes sobre a repressão na Ditadura Militar são consideradas algumas das mais importantes do período. Dentre suas esculturas que povoam espaços públicos de Pernambuco e de outros estados estão “Os Cantadores” e “O Sertanejo”, do Parque 13 de Maio; “O Vendedor de Pirulito”, no Horto de Dois Irmãos; “Monumento a Zumbi”, na Praça do Carmo; e “Monumento ao Frevo”, na Rua da Aurora.

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