Um estudo realizado pelo Conselho Global de Saúde Cerebral aponta que a música tem efeito positivo na saúde do cérebro. De acordo com a publicação, ouvir, tocar ou compor uma melodia pode gerar uma sensação de bem-estar, reduzir o estresse, facilitar as relações interpessoais, modular o sistema cardiovascular, melhorar o equilíbrio e fortalecer o sistema imunológico. Esses benefícios podem ser observados em pessoas de diferentes idades e estados de saúde, o que torna a música um mecanismo impulsionador do bem-estar recomendado para todas as pessoas.
O Prof. M.e. André Cabral, do curso de Psicologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — afirma que a música pode trazer benefícios para diversas partes do cérebro, como a responsável pela memória. “Em estudos atuais, voltados para pessoas idosas com Alzheimer em estados mais avançados, muitas memórias de longo prazo que pareciam perdidas puderam ser resgatadas quando a pessoa escutava uma música marcante para ela”, explica André.
O psicólogo complementa, ainda, que os benefícios da música se estendem desde o processo de aprendizagem na infância até o alívio de sintomas de ansiedade e depressão. “Com as crianças, a musicoterapia pode estimular a aprendizagem de conceitos e processos novos ou a associação de ideias, ampliando a visão que a criança tem do mundo. A música pode estimular sensações de satisfação e alegria para a vida, encorajando ações ou mesmo sensibilizando para reflexões”, enfatiza o psicólogo.
Por conta da gama de benefícios trazidos, a musicoterapia pode ser utilizada em abordagens distintas, a critério do profissional de psicologia. Muitos utilizam a música em intervenções individuais ou em grupo, seja em empresas, consultórios, escolas, hospitais, serviços de saúde ou assistência pública. “O psicólogo não somente pode, como deve experienciar o uso da música e seus efeitos psicoterápicos, ampliando este conhecimento por meio da arteterapia e musicoterapia. Um exemplo disso é o uso da música em intervenções promovidas nos Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), em grupos operativos, sendo possível refletir sobre sentimentos e ideias dos usuários, estimulando novas ações frente à vida”, finaliza o especialista.