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A possibilidade de remissão do câncer e como ela pode levar à cura

A etapa de remissão, na qual nenhuma célula cancerígena é encontrada no organismo, exige acompanhamento médico mais constante, mesmo no fim do tratamento

às 16h17
O processo de remissão do câncer exige uma continuidade ainda mais dedicada do tratamento, mesmo após as últimas sessões de quimioterapia ou radioterapia (Ivan Samkov/Pexels)
O processo de remissão do câncer exige uma continuidade ainda mais dedicada do tratamento, mesmo após as últimas sessões de quimioterapia ou radioterapia (Ivan Samkov/Pexels)
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O tratamento contra contra o câncer é sempre considerado complexo e difícil, mas pode ser bem-sucedido se seguir uma série de regras e de etapas. Uma delas é a remissão da doença, que é considerada como cura da doença por muitos pacientes e familiares, mas na verdade representa uma etapa anterior a esse objetivo, e que ainda requer cuidados. 

A possibilidade de remissão do câncer passou a ser mais comentada a partir dos tratamentos enfrentados por duas cantoras conhecidas do grande público: Rita Lee, que anunciou ter se curado de um tumor no pulmão em abril do ano passado; e Simony, cujo câncer no intestino também foi tratado ao longo de 2022. Ambas divulgaram mensagens tranquilizando os fãs e informando que se recuperam bem das etapas do tratamento. 

O processo de remissão acontece quando nenhuma célula neoplásica (cancerígena) é encontrada no organismo, após um tratamento com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. “Essa remissão pode ser parcial ou completa. A parcial é aquela em que você ainda encontra algum sinal ou sintoma da neoplasia, mas você não encontra células neoplásicas. A completa é quando você, após o tratamento proposto, não encontra células neoplásicas no organismo e não encontra nenhum sinal ou sintoma”, detalhou a professora Nairmara Soares Pimentel Cunha, do curso de Medicina da Faculdade Tiradentes de Goiana (Fits Goiana). 

Segundo ela, a fase de remissão não significa necessariamente que a pessoa está curada do câncer, pois ainda existe a possibilidade de reaparecimento da doença no mesmo local ou mesmo em outra parte do corpo. “A cura, em alguns casos e para alguns tumores, você pode dizer que ocorreu após cinco anos de remissão. Se o paciente durante cinco anos não apresentou nenhum indício de recidiva, que é o retorno do tumor, de retorno de multiplicação de células neoplásicas, de sinais e sintomas relacionados à neoplasia, então pode-se dizer que ele está curado”, diz Nairmara. 

Para o paciente com câncer que chega à remissão, é preciso manter os mesmos cuidados que teve ao longo do tratamento, incluindo a rotina de exames e consultas. “Durante o período de remissão, esse paciente vai precisar ficar em acompanhamento médico constante, com exames laboratoriais, com exames de imagem e, muitas vezes, os pacientes em remissão eles também fazem o uso de drogas antineoplásicas. Esse é o paciente em remissão. Mas ao falar em remissão, eu não posso me reportar a cura”, reforça a professora.

Asscom | Grupo Tiradentes

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