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Vacinas em pó e secas estão em estudo

Empresa na Suécia analisa viabilidade e possível eficácia de uma forma diferente de imunização contra o novo coronavírus. Entenda como elas funcionam e seus benefícios

às 21h04
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Com a iminência de uma terceira dose dos imunizantes atuais e o avanço da variante Delta, mais estudos se mostram cada vez mais necessários. É aí que o estudo da química Ingemo Andersson, na Suécia, se baseia quando o assunto é imunização. Durante o período pandêmico, a corrida em busca de imunizantes eficazes se manifestou, e agora, diferentes formas de proteção estão sendo estudadas, como a da empresa sueca. Eles estão desenvolvendo vacinas em pó. Se a viabilidade e eficácia forem comprovadas, o rumo da vacinação pode mudar e o reforço contra a Covid-19 pode crescer ainda mais.

Uso e funcionamento

As pesquisas e estudos estão sendo feitos na Medicon Village – local de ciência e tecnologia do sul da Suécia. A Andersson conta com a ajuda da Iconovo, fabricante de inaladores para pessoas asmáticas, que está presente desde o início do projeto. A vacina utiliza proteínas do Sars-CoV-2 fabricadas em laboratório, suportando temperaturas de até 40°C – esse é o ponto positivo, já que ela pode ser distribuída e conservada com maior facilidade. Além disso, ela é muito diferente dos imunizantes atuais da Pfizer, Moderna e Astrazeneca, que usam o RNA ou DNA que codificam as proteínas do SARS-CoV-2.

A equipe espera que a vacina realmente funcione e se diferencie das atuais disponíveis contra a Covid-19, que são apenas injetáveis. Eles já revelaram que o material é fácil e barato de produzir. O uso dela é através de um inalador: após a remoção de uma tira de plástico no material, ele é ativado, sendo necessário depois apenas colocar na boca, respirar fundo e inalar. Mais um ponto positivo é poder fazer esse processo sozinho em qualquer lugar, sem a ajuda de um profissional de saúde.

Benefícios

Várias vantagens e benefícios podem surgir com a vacina em pó no contexto atual. Como elas são mais resistentes, o transporte e a conservação do conteúdo são mais fáceis, com distribuição em diferentes países no calor ou no frio, por exemplo. Paralelamente, outros estudos estão sendo desenvolvidos, como a da Ziccum – empresa de saúde também da Suécia -, que está experimentando um modo de transformar vacinas líquidas em “secas”, facilitando a finalização da vacina em qualquer lugar do mundo. Funcionaria assim: o pó da vacina seria misturado com uma mistura de água estéril e depois, o produto seria aplicado com uma agulha – esse novo modelo pode facilitar a implementação de outros tipos de imunização, como spray nasal e pílulas, que já estão sendo projetados pela Janssen em parceria com a Ziccum, inclusive.

O momento é de muita pesquisa, estudo e desenvolvimento. Se a vacina em pó se mostrar eficaz, ela pode atingir sucesso mundial, facilitando a imunização de pessoas de vários países, diminuir o uso de energia – já que ela não precisará ser armazenada em geladeiras e freezers -, e beneficiar quem tem medo de agulha, porque sua aplicação é feita por inalação, e não com seringa. 

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