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Professor da Unit-PE fala sobre a variante brasileira do Covid-19

A variante do novo coronavírus circula em território brasileiro, com alto índice de transmissibilidade e alerta os estados

às 15h05
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Nos últimos dias, a nova variante do Covid-19 vem deixando a população e as autoridades estaduais com o sinal de alerta ativado. Desde a descoberta do primeiro caso, ainda em dezembro de 2020, a variante do Sars-Cov-2 é responsável pela maioria dos novos doentes, tanto no estado quanto ao redor do Brasil.

Segundo o professor de Imunologia e biomédico, Ricardo Braz, do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE), o Sars-Cov-2, ainda na sua primeira notificação, em Wuhan-China 2019, sofreu diferentes modificações no seu RNA viral, parte do vírus que carrega as suas “informações”. E, entre as diversas variantes já detectadas, 3 preocupam mais os cientistas, conhecidas como: B.1.1.7 (ou VUI – 202012/01), B.1.351 (ou 501Y.V2) e P.1, inicialmente, identificadas em pacientes infectados no Reino Unido, na África do Sul e em Manaus, no Brasil, respectivamente.

“A variante detectada em Manaus compartilha algumas mutações com uma cepa identificada pela primeira vez na África do Sul e é possível que responda menos às vacinas atuais. Denominada P1, essa variante é definida por um conjunto de 17 alterações ou mutações. A nova cepa gera preocupação entre as autoridades de saúde de todo o mundo, por ser potencialmente mais transmissível” alerta o biomédico.

Para o professor, a variante é responsável por casos de reinfecção em áreas epidêmicas já afetadas e as descobertas desses casos servem de reforços nas necessidades e manutenção das medidas de controle da pandemia, como o distanciamento social, uso de máscaras e aumento da velocidade na campanha de vacinação. Para que, assim, reduza a circulação do vírus e de possíveis futuras linhagens mais infectantes.

Contudo, os desafios impostos pela pandemia da Covid-19 não terminam com a propagação das vacinas. “muito ainda deve ser feito nos próximos meses e anos em termos de vigilância epidemiológica, virológica e estudos nas áreas de epidemiologia, clínica, imunologia, virologia e outras áreas do conhecimento para garantir segurança à população mundial em relação à COVID-19” conclui o professor.

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