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O papel importante da Enfermagem na luta contra a Aids

Maior categoria de profissionais da saúde no Brasil tem papel chave na prevenção deste problema de saúde pública global

às 21h26
O profissional de enfermagem também atua no acolhimento humanizado e na correta orientação ao paciente com Aids, bem como na aproximação com a comunidade (StockSnap)
O profissional de enfermagem também atua no acolhimento humanizado e na correta orientação ao paciente com Aids, bem como na aproximação com a comunidade (StockSnap)
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Profissionais da Enfermagem sempre estiveram envolvidos na luta contra o vírus HIV e a doença causada por ele, a Aids. No Brasil, são 2.565.116 profissionais entre enfermeiros, técnicos e auxiliares inscritos no Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Destes, grande parte está no atendimento e nos trabalhos de prevenção e conscientização contra as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e Aids.

A categoria mais numerosa da área da saúde também é maioria nesta missão assumida por milhares destes profissionais em todo o Brasil, atuando em campanhas e ações de prevenção e na realização de testagem rápida de HIV, sífilis e hepatites virais, seguindo protocolos do Ministério da Saúde. Isso coloca o profissional enfermeiro como ator chave no processo de detecção e tratamento dessa epidemia.

O profissional de enfermagem que não trabalha diretamente nas campanhas de prevenção às ISTs/Aids também tem o papel importante na política de prevenção, por meio do acolhimento humanizado, com orientação ao paciente e formação de vínculo com a comunidade como estratégia de sensibilização da população.

A Organização Mundial de Saúde considera imprescindível a atuação direta da Enfermagem para alcançar o objetivo global 90-90-90: testar 90% da população, iniciar o tratamento de 90% das pessoas vivendo com HIV e reduzir a carga viral de 90% dos tratados a níveis indetectáveis.

Dados assustam

Os óbitos por conta da doença ainda continuam sendo registrados no mundo e no Brasil. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) levanta dados, divulgados pelo Boletim Epidemiológico de HIV/Aids de 2021, que mostram 29.917 casos de Aids notificados no país em 2020, contra 37.731 em 2019, uma queda de 20,7%.

Apesar da diminuição, a situação ainda preocupa os especialistas, pois os registros de óbitos pela doença continuam. Em 2020, foram registrados 10.417 óbitos por Aids contra 10.687 no ano anterior, uma queda de apenas 2,52%. Este ano de 2021, 45 mil novos pacientes iniciaram a terapia antirretroviral no Brasil.

O país conta com 694 mil pessoas em tratamento para a doença, o que, de acordo com o Ministério da Saúde, representa 81% das pessoas diagnosticadas com HIV em todo o país recebendo tratamento ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento possibilita que, desse total, 95% já não transmitem o HIV por via sexual, por terem atingido carga viral suprimida. A marca ultrapassa a meta das Nações Unidas, que é de 90%.

HIV / Aids

O HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana, causador da Aids. Ele ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Já a Aids é a doença causada pelo vírus HIV, transmitida por contato sexual desprotegido com pessoa contaminada, por transfusão sanguínea e compartilhamento de objetos perfurocortantes.

Ser HIV positivo não é o mesmo que ter Aids, que é o estágio mais avançado da doença, isto é, quando o sistema imunológico se encontra bem debilitado e suscetível a contrair doenças oportunistas. Embora ainda não exista a cura para a doença, pacientes diagnosticados com o vírus podem levar uma vida saudável com o tratamento adequado, e trabalhar, estudar, praticar esportes, constituir família e relacionar-se.  

Tratamento

Com o tratamento adequado, o vírus HIV fica indetectável, isto é, não pode ser transmitido por relação sexual, e a pessoa não irá desenvolver a Aids. O Brasil foi um dos primeiros países a terem tratamento disponível para Aids, abrindo as portas para que todos os outros países também lutassem pelo tratamento. Desde 1996, o país distribui gratuitamente medicamentos antirretrovirais (ARV) a todas as pessoas que convivem com o HIV e que necessitam de tratamento. 

Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Seu uso regular é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas, como tuberculose, pneumonia e outras. 

Asscom | Grupo Tiradentes 

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