MENU

Indústria 4.0 é tema de palestra em Engenharia

Conceito engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação, aplicadas aos processos de manufatura

às 18h38
O encontro, voltado aos estudantes dos cursos de Engenharia, da UNIT, foi ministrado pelo consultor técnico e engenheiro da empresa FESTO do Brasil, Ewerton Garcia, que detalhou como os processos de produção tendem a ser tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis
Compartilhe:

Um dos mais modernos e completos conceitos na área da Engenharia, que engloba inovações tecnológicas dos campos da automação, controle e tecnologia da informação – a Indústria 4.0 – foi tema de uma palestra realizada na noite desta terça (07), na Unidade Dom Bosco.

O encontro, voltado aos estudantes dos cursos de Engenharia, da UNIT, foi ministrado pelo consultor técnico e engenheiro da empresa FESTO do Brasil, Ewerton Garcia, que detalhou como os processos de produção tendem a ser tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis.

Devido à sua tamanha complexidade, a Indústria 4.0 tem sido considerada como a Quarta Revolução Industrial, significando um novo período no contexto das fábricas inteligentes, resultando em impactos em diversos setores.

O termo originado a partir de um projeto de estratégias do governo alemão foi usado pela primeira vez na Feira de Hannover, em 2011. Seu fundamento básico implica que conectando máquinas, sistemas e ativos, as empresas poderão criar redes inteligentes ao longo de toda a cadeia de valor que podem controlar os módulos da produção de forma autônoma.

Ou seja, as fábricas inteligentes terão a capacidade e autonomia para agendar manutenções, prever falhas nos processos e se adaptar aos requisitos e mudanças não planejadas na produção.

Um dos maiores impactos causados pela indústria 4.0 consiste na criação de novos modelos de negócios. Em um mercado cada vez mais exigente, muitas empresas já procuram integrar ao produto necessidades e preferências específicas de cada cliente. A customização prévia do produto por parte dos consumidores tende a ser uma variável a mais no processo de manufatura, mas as fábricas inteligentes serão capazes de levar a personalização de cada cliente em consideração, se adaptando às preferências.

Outro ponto será a pesquisa e desenvolvimento nos campos de segurança em T.I., confiabilidade da produção e interação máquina-máquina. A tecnologia deverá se desenvolver continuamente para tornar viável a adaptação de empresas a este novo padrão de indústria que está surgindo.

Os profissionais também precisarão se adaptar, pois com fábricas ainda mais automatizadas novas demandas surgirão enquanto algumas deixarão de existir. Os trabalhos manuais e repetitivos já vem sendo substituídos por mão de obra automatizada, e com indústria 4.0 isso tende a continuar.

Por outro lado, as demandas em pesquisa e desenvolvimento oferecerão oportunidades para profissionais tecnicamente capacitados, com formação multidisciplinar para compreender e trabalhar com a variedade de tecnologia que compõe uma fábrica inteligente.

Compartilhe: