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Educação e maternidade completam Fabíola Silva

Por trás dos números e atividades de trabalho, a supervisora comercial da Unit-PE conta sobre seu papel de mãe, a adoção e a paixão pela Educação

às 12h18
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Ohana. Uma palavra pequena, mas com significado tão grande, está tatuada no braço de Fabíola Silva. Um registro na pele para marcar o que uma de suas filhas adotivas havia sentido, ao ser acolhida de verdade: que, a partir dali, a jovem passaria a ser a nova integrante da casa de Fabíola, do marido e das outras duas filhas – uma gerada e outra adotiva. Ali Ohana podia ter a certeza de que não iria mais para nenhum lar de adoção e, assim, viveriam como família para o que der e vier. Todos juntos. Essa é a tradução de Ohana, que significa família. E, para ela, família significa nunca abandonar. “É isso que a maternidade significa para mim”, ressaltou Fabíola.

Mãe, esposa e batalhadora, praticamente desde criança, Fabíola já sonhava sobre seu papel na vida: o de ser mãe. Só que, quando casou aos 17 anos, descobriu que tinha dificuldade para gerar. Chegou a perder cinco bebês para conseguir a primeira filha, Giovana, hoje com 17. Mesmo tendo conseguido, ainda pensava na maternidade. Em adoção. Foi quando seu amor transbordou para mais duas meninas, que ela encontrou na caminhada da vida: Yasmim (20) e Isadora (17). “Minha família é completa e sou completa na maternidade. Ninguém diz que eu tenho filhas adotivas”, disse ela emocionada.

Foi esse sentimento de união que ajudou essa família a se mudar do Rio de Janeiro ao Recife. Tudo por conta de uma proposta de um novo desafio que Fabíola recebeu para integrar a equipe do Grupo Tiradentes e que ela abraçou com unhas e dentes. Isso em plena pandemia. 

Até então, no trabalho anterior, a rotina era puxada. Fabíola viajava muito e acabava tendo pouca convivência com a família, durante a semana. Quando houve a restrição para que todos ficassem em casa, eles puderam estar mais próximos e estreitar os laços. Um apoiar o outro nas atividades diárias e dialogar mais sobre medos e anseios. Aumentou a convivência, a cumplicidade e a sinergia entre eles. 

Alicerce

É essencial falar que a força familiar foi o alicerce de tudo. “A gente fez aquela conversa olho no olho e todo mundo colocou o sentimento, os meios e os anseios. Ali a gente criou uma força muito grande”, contou Fabíola, que há quatro meses é a supervisora comercial da Unit-PE e há quase dez anos atua no segmento da Educação. Uma área que ela também tem um olhar especial, que é o de tentar mudar a realidade de tantos jovens. 

Novo ambiente 

Logo no início, a família de Fabíola enfrentou o desafio das coisas novas e da adaptação: um estado diferente, pessoas diferentes e locais diferentes. Novas rotinas. Mas no olhar de gratidão de Fabíola está estampado que todo o processo valeu a pena, porque foram que eles toparam e a acompanharam nesse novo desafio. Todos embarcaram num ambiente novo, distante 2.300 km de sua antiga moradia. Agora, celebram a vida como família e o amor de mãe e esposa instiga esse núcleo familiar a pensar que lar não é um local, mas sim, pessoas. 

Outra paixão

O amor pela família não é o único no coração de Fabíola. A Educação também divide esse espaço. Para ela, Educação é transformar sonhos em realidade. É despertar alunos da rede privada ou pública, com quem já teve experiência em projetos anteriores. “Eu posso falar para aqueles jovens que é possível, porque eu conto minha trajetória. Fui aluna da rede pública estadual. Eu trabalhava de dia, estudava à noite e consegui. Então eles também conseguem.” contou. 

De uma forma poética, a questão da identificação de histórias se transforma no poder de influenciar e transformar vidas jovens, resultando na criação e realização de sonhos. “Quando fala a mesma língua, a gente consegue”, resumiu. Tanto que a Educação também perpassou a sua vida profissional, já que suas filhas foram aconselhadas pela mãe do mesmo jeito daqueles adolescentes do ensino público. 

Brilho nos olhos

Os olhos de Fabíola brilham quando ela fala de jovens, futuro, educação, família. Parece um senso de mãe que vislumbra o amanhã de seus filhos, dos jovens que acabam percorrendo seu caminho. É como uma volta ao passado, quando recorda que precisou se esforçar um bocado para chegar até aqui. Com altos e baixos. Conquistas e desafios. Mas o fato é que a história de Fabíola é maternidade. É educação. É superação. E acima de tudo: amor pelo que faz.

Confira mais uma matéria do especial de Dia das Mães.

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