Um dos pilares da Educação Superior no Brasil junto com ensino e pesquisa, a extensão consiste em ações que colocam em prática os conhecimentos teóricos, com o objetivo de trazer benefícios para a comunidade. Por isso, as ações extensionistas estimulam os alunos a exercitarem aquilo que aprendem, com o intuito de promover desenvolvimento social. Assim, não só os estudantes se beneficiam, a partir do aprendizado prático, como também a população, que recebe serviços.
Uma série de atividades podem ser consideradas como extensionistas, desde que sigam exigências descritas na Resolução nº 7 de 2018, do Ministério da Educação. O documento prevê alguns requisitos, como: interação dialógica, interdisciplinaridade e interprofissionalidade, indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão, impacto na formação do estudante e impacto e transformação social.
Modalidades de ações de extensão
Programas de extensão são uma das principais modalidades extensionistas e consistem em um conjunto de ações integradas com um objetivo comum. Outra atividade muito comum são os projetos de extensão, que levam uma atuação concreta na realidade social de uma comunidade. Nesses casos, os projetos podem ter diversas características, desde social, cultural, esportivo e de lazer a científico e tecnológico. De qualquer forma, o projeto deve ter um objetivo específico e um prazo determinado de duração.
Até mesmo eventos podem se enquadrar em atividades extensionistas, desde que tenham como foco o debate e a exposição de conhecimentos científicos, ou ainda de acontecimentos esportivos, artísticos, técnicos e culturais. Eles também devem ser desenvolvidos, conservados ou reconhecidos por uma instituição de ensino superior. Alguns exemplos de eventos que configuram atividades de extensão são congressos, seminários, ciclos de debates e exposições.
Cursos e oficinas também podem entrar na classificação de atividades de extensão, mas somente se tiverem relação com a graduação, com foco em disseminação e aprofundamento de conhecimentos sobre determinado assunto. Os cursos de extensão, como são chamados, costumam ser realizados em instituições externas àquela de origem do estudante. Já as oficinas são ações práticas e teóricas, com o objetivo de articular conhecimentos acadêmicos com práticas sociais, o que contribui para a difusão de conhecimentos junto à sociedade.
Iniciativas de prestação de serviços a uma comunidade também são entendidas como atividades extensionistas, incluindo ações contratadas ou realizadas por meio de alguma parceria ou convênio com uma instituição de ensino. Nesse caso, os estudantes são responsáveis por prestar serviços à população, com supervisão dos professores. Um exemplo disso, é a Semana de Responsabilidade Social, do Centro Universitário Tiradentes – UNIT.Por fim, ligas acadêmicas também são alguns exemplos de atividades de extensão. Essas ações consistem em grupos de estudantes, orientados por um professor, que se debruçam sobre determinado assunto. O objetivo é ampliar os conhecimentos sobre o tema escolhido e também levar ações para a comunidade, colocando em prática aquilo que aprendem e prestando serviços à população.