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Dia Estadual do Frevo celebra a resistência da identidade pernambucana

Nascido da luta pós-abolição e da capoeira, o ritmo que é Patrimônio da Humanidade simboliza a voz e a liberdade de um povo

às 15h51
Foto: Prefeitura de Olinda (do site do Ministério do Turismo)
Foto: Prefeitura de Olinda (do site do Ministério do Turismo)
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O Dia Estadual do Frevo em Pernambuco é celebrado oficialmente em 9 de fevereiro e relembra a data do primeiro registro da palavra “frevo” na imprensa, no Jornal Pequeno do Recife, em 1907. Instituída pela Lei Ordinária nº 11.964/2001, a data celebra o frevo como dança e música contagiante que surgiu no início do século XX, no Recife, misturando marcha, maxixe e elementos da capoeira. Desde 2012, o ritmo é considerado pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Frevo 

O  frevo faz parte da memória e da história do estado de Pernambuco, sendo uma das peças principais que representam o período de carnaval, com uma autenticidade e originalidade únicas, embora tenha influências de outras expressões artísticas. O ritmo vem como uma manifestação cultural vinda de uma brincadeira portuguesa formada por peças, comidas, bebidas e o uso de limas-de-cheiro, que eram lançadas nas pessoas. Depois de um tempo, o governo imperial decidiu, em 1855, que o carnaval entraria nos moldes europeus por consideravam as tais brincadeiras muito violentas.

Nessa época, a cidade do Recife privilegiava a república e a liberdade das pessoas escravizadas, e o frevo começou a se desenvolver naquele contexto a partir de pequenos blocos criados pelos trabalhadores. Nesse período, o frevo também simbolizava um meio de defesa, como a sombrinha que está relacionada a uma expressão de ataque e defesa, como uma arma.

Importância da data 

Originado de rivais de bandas militares e capoeiras, essa manifestação cultural pernambucana é resistência social e simboliza a criatividade do estado. O Dia Estadual do Frevo é uma data que não só celebra, mas também exalta a mistura do ritmo, nascido em um contexto de liberdade pós-abolição. O frevo também representa a autenticidade, a voz e a liberdade do povo pernambucano, além de homenagear os passistas, músicos, orquestras e agremiações que mantêm a tradição viva.

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