O relatório anual The State of Global Cyber Security 2025, elaborado pela Checkpoint Research, revela um crescimento de 44% de ataques cibernéticos em nível global. Com o avanço gradativo da tecnologia e seus recursos, o uso de inteligência artificial generativa tem crescido em campanhas maliciosas, principalmente no fortalecimento de grupos cibercriminosos. Novas abordagens têm sido adotadas para invadir sistemas de empresas, usando deepfakes para aplicar golpes financeiros, roubar dados e manipular a opinião pública.
Perigos crescentes
A deepfake é o tipo de ferramenta da inteligência artificial que mais tem causado prejuízos e golpes pela sua capacidade de criar rostos e vozes falsos em cima de um vídeo ou foto. Com esse recurso, criminosos podem aprimorar suas atividades que já existem desde o início da era digital. O golpe do falso suporte bancário, o falso investimento, a clonagem de aplicativos de mensagem, por exemplo, tornaram-se mais frequentes com o avanço das IAs e a democratização do acesso à informação e aos meios de fraude.
O quadro se agrava ainda mais quando não é necessário conhecimentos profissionais para adquirir essas ferramentas. Qualquer pessoa com discernimento básico de internet pode acessar esses artifícios e aplicá-los em escala. Além disso, o ambiente digital acelerou a comunicação e reduziu o senso de desconfiança.
Cuidados e prevenção
Crianças, adolescentes e idosos são os grupos mais vulneráveis em questão de golpes cibernéticos. Enquanto crianças e adolescentes precisam de orientação e supervisão constante, pois os pais precisam saber com quem eles interagem, os idosos são alvos preferenciais de golpes bancários e de falso atendimento. Por isso, é importante desconfiar de qualquer contato que envolva dados pessoais, principalmente oferecer uma educação digital preventiva, ensinando a atentar-se em cada interação digital suspeita.
Dentre os principais cuidados para prevenir golpes na internet, estão a desconfiança ao se deparar com urgências e ofertas fora do padrão, uma vez que golpistas geralmente se baseiam em apressar a vítima. Também é aconselhável jamais compartilhar códigos de autenticação, senhas ou links enviados por terceiros, ativar medidas de segurança de aplicativos, como a autenticação em dois fatores, checar a veracidade de qualquer informação recebida com as instituições por canais oficiais e manter sistemas e antivírus atualizados.