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Causas da dislexia podem variar de fatores genéticos a diferenças no funcionamento do cérebro

A condição pode ser identificada ainda na infância através de análises médicas do desenvolvimento da fala e escrita

às 16h17
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O Ministério da Saúde estima que mais de 8 milhões de brasileiros tenham dislexia, o que corresponde a cerca de 4% da população. Essa condição é entendida como um distúrbio de aprendizagem ou neurodesenvolvimento que afeta as habilidades de leitura e linguagem, trazendo dificuldades para o paciente de ler, escrever e soletrar. Em crianças, podem ocorrer atrasos no desenvolvimento da fala e problemas para aprender rimas e sequências. Já em jovens e adultos, leitura e escrita lentas, erros de ortografia frequentes, dificuldade em resumir textos e em aprender línguas estrangeiras.

Possíveis causas

Os fatores que podem causar a dislexia não são completamente compreendidos. No entanto, algumas das possíveis causas associadas incluem fatores genéticos, o que sugere que quando um dos pais tem dislexia, a probabilidade de um filho desenvolvê-la pode ser maior em comparação com outros casos. Pessoas com dislexia também podem apresentar diferenças na estrutura e funcionamento do cérebro, especialmente nas áreas associadas à linguagem e leitura, e problemas no processamento fonológico, já que a dislexia reflete a dificuldade de reconhecer e manipular os sons da linguagem.

Sintomas 

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e também nas áreas de desenvolvimento como fala, escrita e leitura. Geralmente, os sinais aparecem quando o indivíduo é inserido na alfabetização. Os mais recorrentes são: 

  • Atraso no desenvolvimento da fala;
  • Problemas para formar palavras de forma correta, como trocar a ordem dos sons;
  • Dificuldade em memorizar e lembrar-se de palavras comuns;
  • Dificuldade na organização do pensamento ao escrever;
  • Vocabulário reduzido;
  • Leitura lenta;
  • Fraco desenvolvimento da atenção e da coordenação motora;
  • Dificuldade com quebra-cabeças;
  • Omissões, substituições e inversões de letras e/ou sílabas;
  • Dificuldade na produção textual, com velocidade abaixo do esperado para a idade e a escolaridade.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico pode ser feito por meio de uma avaliação realizada por profissionais qualificados. Em geral, o processo de diagnóstico inclui, por exemplo, entrevistas com os responsáveis e pessoas que convivem com o indivíduo, para obter informações sobre o histórico de desenvolvimento da criança ou adolescene. Também é feita uma avaliação da leitura e de habilidades relacionadas, e análise atenciosa do processamento fonológico, que trata de testes específicos para avaliar a capacidade da criança em manipular e processar sons da fala.

Já o tratamento utiliza de terapia fonoaudiológica para aperfeiçoar funções relacionadas à fala, respiração e mastigação, utilização da psicopedagogia para analisar e desenvolver estratégias para superar deficiências e dificuldades no aprendizado. Psicólogos também realizam avaliações para identificar a presença da dislexia e avaliar seu impacto nas habilidades gerais do indivíduo.

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