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Alimentos são classificados de acordo com o processamento industrial

Os ultraprocessados passam por várias etapas na indústria e podem trazer sérias consequências se consumidos em excesso

às 15h45
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Os alimentos naturais, processados e ultraprocessados são classificados de acordo com o grau de processamento a que são submetidos antes de chegarem aos supermercados. Os naturais, por exemplo, são aqueles que não passam por nenhum processo industrial e são consumidos em seu estado original ou com modificações mínimas. Os principais exemplos são frutas, legumes, grãos integrais e carnes frescas. Esses alimentos preservam seus nutrientes, fibras e características originais, proporcionando uma boa fonte de vitaminas, minerais e outros compostos benéficos à saúde.

Já os alimentos processados são aqueles in natura que sofrem algum processo na indústria, segundo a Profª M.a. Widarlane Ângela, docente do curso de Nutrição do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE), localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão. “Muitas vezes, eles passam por processos como adição de sal, açúcar ou outra substância para aumentar a durabilidade e ser mais palatável”, explica. Alguns exemplos são pães, queijos, conservas de legumes, cereais de café da manhã e carnes defumadas. Embora esse tipo de alimento seja mais prático e, muitas vezes, acessível, ele pode ter um teor maior de sódio, gorduras e outros aditivos, o que exige atenção ao seu consumo.

Ultraprocessados e seus riscos

“O alimento ultraprocessado, por outro lado, passa por diversas etapas de industrialização, sendo acrescido de óleo, sal, açúcar e outras substâncias exclusivas da indústria que modificam os alimentos, tornando-os altamente palatáveis e muito calóricos. A principal diferença é o grau de processamento e o quanto de substâncias são adicionadas, que geralmente não agregam em nada na saúde”, alerta Widarlane.

Esses alimentos perdem grande parte dos nutrientes originais e podem ser ricos em gorduras trans, sódio e açúcares refinados, que em excesso causam danos ao organismo, como refrigerantes, bolos industrializados, biscoitos recheados, fast food e macarrão instantâneo. “Por serem alimentos com alta densidade calórica, ou seja, uma grande quantidade de calorias presente em uma pequena porção, o consumo excessivo está associado ao risco de obesidade e outras doenças”, explica a nutricionista.

Preocupação com os pequenos

O consumo de alimentos ultraprocessados têm crescido bastante nos últimos anos, inclusive no público infantil. Mais de 961 mil crianças de 2 a 9 anos de idade consumiam alimentos ultraprocessados no Brasil em 2024, o que representa cerca de 81,5% do total de crianças consideradas para a pesquisa. Os dados são do levantamento do Desiderata, instituto voltado para a saúde de crianças e adolescentes, com base no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde. “Para melhorar esse cenário, é importante equilibrar a dieta com o auxílio de um nutricionista, promover melhoras no cardápio aos poucos, além de fazer atividades físicas regularmente”, finaliza Widarlane.

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