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"2021: o ano da Transformação" frase do presidente do Grupo Tiradentes, marcou abertura da Jornada Pedagógica.

A Jornada Pedagógica abordou temas voltados para inovação, aprendizagem e planejamento.

às 17h23
Edgar Andrade, CEO do Fab Lab Recife.
Edgar Andrade, CEO do Fab Lab Recife.
Prof. Luciano Klima, presidente do Grupo Tiradentes.
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Foi aberta nesta quarta-feira, 20, a Jornada Pedagógica do Grupo Tiradentes, que reúne a cada seis meses os professores, gestores e coordenadores de todas as instituições de ensino mantidas pela corporação. De forma virtual, os educadores vão discutir formatos, diretrizes e estratégias que serão desenvolvidas nas atividades diárias de ensino, pesquisa e extensão. A conferência de abertura teve a participação de mais de 650 inscritos que atuam nas faculdades e universidades do grupo em Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

O evento foi aberto com uma mensagem do presidente do conselho administrativo do Grupo Tiradentes, professor Jouberto Uchôa de Mendonça. Ele destacou que a jornada é um evento que marca o início do ano letivo em todas as unidades do Tiradentes, com “foco e total dedicação” na aprendizagem e na qualidade de ensino. “Fico muito contente em saber que os senhores estarão juntos e focados neste evento, tratando sobre temas tão atuais e necessários, como disciplinas híbridas, gestão de aprendizagem e planejamento. Desejo muito sucesso a todos os docentes, gestores e coordenadores durante toda essa jornada e que, em 2021, a gente possa inspirar cada vez mais os nossos alunos a ampliarem seus horizontes com ética, responsabilidade social e humildade”.

O presidente do Grupo, professor Luciano Klima, também participou da abertura do evento e presidiu um momento institucional, com a presença de todas as vice-presidências. Nos dois momentos Luciano anunciou o novo lema anual da empresa: “2021: o Ano da Transformação”, que busca chamar a atenção sobre a necessidade de aprender e se adaptar aos desafios impostos tanto pela pandemia quanto pelo avanço das novas tecnologias. “Toda transformação passa por um processo de treinamento, capacitação e adaptação, mas nunca podemos esquecer que estamos juntos. Essa jornada, com certeza, será vitoriosa e de muito sucesso, porque juntos faremos isso acontecer”, disse o presidente.

De acordo com Klima, o foco principal das instituições será motivar e engajar os alunos em novas formas e dinâmicas de aprendizagem cada vez mais influenciadas pelas mudanças tecnológicas. “Não tenho dúvidas de que, ao término da nossa jornada, conseguiremos engajar e motivar os nossos alunos a garantir a realização do seu projeto de vida, para que ele possa ter orgulho de dizer: ‘Eu estudei na universidade dos meus sonhos’. O legado que vamos deixar passa por isso”. Luciano ainda ressaltou que o ano de 2021 será de grandes desafios e adversidades, cujo caminho para a superação está traçado.

Mudanças futuras

A conferência de abertura foi feita por Edgar Andrade, CEO do Fab Lab Recife e um dos principais ativistas do Movimento Maker no Brasil. O pernambucano, que se destacou como um dos jurados do reality show Batalha Makers Brasil, do canal Discovery Channel, falou aos participantes sobre o tema “Innovative Education: caminhos para repensar novos espaços de aprendizagem”. O tema se referiu, principalmente, à inovação e ao desenvolvimento de novas soluções e modelos de negócios, o que segundo ele também pode se aplicar à pesquisa e ao ensino.

Edgar definiu “maker” como um “fazedor de coisas” e explicou que todas as pessoas o são, na medida em que podem montar ou criar coisas novas. “Nós somos makers desde quando aprendemos a manipular o fogo e a criar as ferramentas que nos trouxeram até aqui. Só que, num determinado momento da história, nos convenceram que não precisávamos fazer as coisas, que era só comprar pronto. Perdemos aquela essência fazedora, de botar a mão na massa pra resolver os próprios problemas. Na minha cabeça, todo mundo é ‘maker’, mas muitas pessoas estão com esse espírito adormecido na mente e no coração”, definiu Andrade, acrescentando que sua missão é despertar esse espírito criativo nas pessoas e que essa mudança está sendo capaz de mudar os hábitos e padrões de consumos das sociedades.

Essa mudança também se reflete no mercado de trabalho, que tende a substituir tarefas e funções de trabalho pela automação. “A volta desse espírito fazedor já vem sendo determinante para mudar a forma como as pessoas consomem coisas no futuro, que vai ser através do uso e não da posse. Isso vai mudar também a forma como os negócios surgirão. A transformação digital muda tudo. E daqui a 10 anos, o mundo será radicalmente diferente do que conhecemos hoje”, disse ele, ressaltando que novos modelos de negócios também vão surgir, baseados em enxergar oportunidades para a solução de problemas.

Edgar acrescenta que as universidades também estão sendo desafiadas a preparar profissionais para profissões novas que estão surgindo e outras que estão deixando de existir. “A gente precisa começar, nas escolas, a preparar essa geração inovadora, empreendedora, pra que ela chegue à universidade com outro olhar, com outra capacidade de observar o mundo e entender de que forma deve interagir com ele”, citando que aproximadamente 800 milhões de empregos serão eliminados no mundo ao longo dos próximos 20 anos.

O palestrante reforçou ainda que a Fab Lab Recife vem promovendo experiências que ajudam a prototipar a escola e a cidade do futuro, entendendo também que os negócios não podem esperar e que precisam aprender a errar para inovar. É o que pode ser resumido na frase: “Errar rápido, errar muito e errar barato”. “Todo mundo tem medo, mas o medo não pode ser paralisante ou determinante do futuro da gente. E muito menos o medo de errar. Na inovação, na pesquisa e na ciência, o erro faz parte do processo de amadurecimento e da descoberta das coisas”, explica Edgar.

Programação

A programação da Jornada Pedagógica continua até sexta, com oficinas institucionais, planejamento dos cursos e oficinas específicas. A programação completa do evento está aqui.

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