Atuando entre as áreas da Neurociência, Psicologia e Pedagogia, o neuropsicopedagogo tem a função de entender, identificar e trabalhar nas dificuldades e transtornos de aprendizagem. A atuação desse profissional foca nas bases biológicas do aprendizado humano e no estímulo do desenvolvimento cognitivo e social de crianças, adolescentes e adultos, podendo atuar em escolas, clínicas e hospitais, utilizando estratégias baseadas no funcionamento cerebral.
Segundo dados da Associação Americana de Psiquiatria (APA) de 2023, estima-se que 5 a 15% das crianças em idade escolar no Brasil tenham algum Transtorno de Aprendizagem. Dentre os tipos mais comuns, destacam-se: a dislexia (dificuldade em ler com precisão e fluência, com problemas de decodificação e ortografia); a disgrafia (afeta a qualidade da escrita, incluindo caligrafia, ortografia e organização); e a discalculia (dificuldade em compreender e manipular números e conceitos matemáticos).
O que faz na prática
Esse especialista utiliza testes, observações e entrevistas para avaliar o processo de aprendizagem do paciente, entendendo como o aluno aprende e quais são suas dificuldades cognitivas, emocionais ou comportamentais. Além disso, é capaz de planejar intervenções pedagógicas personalizadas, com estratégias adequadas às necessidades de cada pessoa, e orientar professores e familiares para a adaptação dos ambientes escolar e familiar para melhorar o desempenho do aluno.
Em resumo, além de atuar com os conhecimentos necessários envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, o neuropsicopedagogo aplica estratégias eficazes para ensinar. Assim, incentiva os alunos e respeita o tempo de cada um, considerando as limitações e dificuldades e superando todas elas por meio da neuroaprendizagem.
Mercado de trabalho e áreas de atuação
Para especialistas em Neuropsicopedagogia, o mercado de trabalho é extremamente amplo e diverso. O neuropsicopedagogo institucional, por exemplo, faz atendimentos de maneira coletiva, ou seja, sua análise é aplicada simultaneamente a um grupo de pessoas. Esse tipo de profissional trabalha em escolas privadas e públicas, instituições de ensino superior, ONGs, Apaes (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), centros educativos e outros.
Já o neuropsicopedagogo clínico faz a análise de maneira individualizada, atendendo somente um aluno. Assim, o profissional pode abrir clínicas, oferecer atendimento domiciliar, atuar em consultas em postos de saúde, hospitais, entre outros.