ESTUDE NA UNIT
MENU

Brasileiros vivem mais: expectativa de vida chega a 76,6 anos, aponta IBGE

Crescimento é resultado direto de um conjunto de fatores sociais, econômicos e de saúde pública

às 16h05
Compartilhe:

A expectativa de vida dos brasileiros atingiu 76,6 anos em 2024, segundo dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um crescimento de 2,5 meses em relação ao ano anterior, consolidando a tendência de recuperação após a queda observada durante o auge da pandemia de Covid-19.

A longevidade no Brasil tem uma trajetória de crescimento ao longo das décadas: em 1940, a expectativa de vida era de apenas 45,5 anos, um aumento acumulado de 31,1 anos até 2024. No entanto, a pandemia de Covid-19 provocou uma redução temporária desse indicador, que chegou a recuar para 72,8 anos em 2021. 

O estudo do IBGE também confirma um padrão persistente: as mulheres vivem mais que os homens. Em 2024, a expectativa de vida feminina foi de 79,9 anos, enquanto a masculina alcançou 73,3 anos, uma diferença média de 6,6 anos entre os sexos.

Fatores 

De acordo com Alex Roberto, economista e professor do curso de Administração do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE), esse crescimento é resultado direto de um conjunto de fatores sociais, econômicos e de saúde pública, que melhoraram gradualmente as condições de vida. “São eles a queda da mortalidade infantil, melhorias no acesso à saúde (programas de vacinação, cuidado pré-natal, aleitamento materno e ações de prevenção) e avanços socioeconômicos (aumento de renda, escolaridade e acesso a serviços de saneamento)”, afirma. 

“Outro fator é a questão na conscientização da população em fazer academias, exercícios e atividades físicas no geral, e em reduzir também o consumo do álcool e do cigarro, por exemplo”, complementa. 

O que isso significa para a sociedade

O aumento da expectativa de vida tem implicações importantes para políticas públicas e planejamento social, incluindo desafios na área de previdência, saúde e envelhecimento populacional. Para uma sociedade que caminha para uma maior longevidade, compreender esses dados é essencial para debater e planejar o futuro, não apenas no campo da saúde, mas também em educação, trabalho, estrutura urbana e proteção social. 

A geógrafa, socióloga e professora extensionista da Unit-PE, Gerly Fialho, pontua que, para nos igualarmos com países com alta expectativa e qualidade de vida, é preciso continuar olhando para essas questões. “O que esses países fizeram?  Eles investem massivamente na saúde pública, segurança pública, educação, promoção de hábitos saudáveis, reduzem também as suas desigualdades sociais. São pontos que o Brasil precisa realmente olhar”, afirma. 

Para ela, não basta apenas chegar a ter uma expectativa de vida mais alta, é preciso investir bastante no social, em conjunto com a economia. “Então, se tivermos uma base realmente da educação, um olhar social, facilita bastante para que entendamos que a questão da longevidade está totalmente ligada à sua qualidade de vida e ao desenvolvimento do país, ao desenvolvimento social”, finaliza.

Compartilhe: