O Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — é um dos parceiros do I Congresso Internacional SPES de Ciência Aberta, Inteligência Artificial e Sustentabilidade. De realização da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o evento acontece de 2 a 4 de dezembro e promove a discussão sobre as novas tecnologias e as mudanças climáticas. No primeiro dia, o reitor da Unit-PE, Prof. Dr. Diogo Galvão, integrou a mesa de abertura do congresso, que também recebe três trabalhos de estudantes do centro universitário ao longo da programação.
Integração entre instituições
A mesa de abertura aconteceu no auditório Professor Denis Bernardes, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), no campus da UFPE. Além de Diogo Galvão, também fizeram parte da mesa Alfredo Gomes, reitor da UFPE, Cristine Gusmão, coordenadora do Congresso, Yêda Medeiros, diretora do Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) da UFPE e António Rochette, professor da Universidade de Coimbra, em Portugal, outra instituição parceira do evento.
Para Diogo, a integração entre instituições de ensino superior em eventos como esse é fundamental para a construção do conhecimento, devido aos encontros com diferentes olhares. “Toda colaboração une um corpo docente diferente de outro, alunos com conhecimentos distintos, que se complementam em áreas distintas também, resultando em um olhar mais amplo e em uma comunidade maior. Então, quando juntamos duas instituições, como a UFPE e a Unit-PE, que tem um perfil de pesquisa, programas de mestrado e doutorado, trazemos uma contribuição social efetiva”, comenta o reitor.
“A participação da Unit-PE no Congresso é extremamente importante, porque reafirma o compromisso com a educação, independente de sermos instituições privadas ou públicas, porque os nossos estudantes, pesquisadores e professores são protagonistas dessa jornada”, complementa Cristine Gusmão.
Projetos de estudantes
No dia 3 de dezembro, Ana Júlia de Paula, aluna do curso de Enfermagem, apresentou o projeto “A visão das mulheres sáficas frente ao atendimento da equipe de enfermagem”, que foi vencedor do painel Experiências que Transformam. No dia 4, será a vez de trabalhos de estudantes da área de tecnologia: “OXITECH: Desenvolvimento de Aplicativo para Monitoramento e Controle do Consumo de Oxigênio Medicinal com Python” e “Detecção do câncer Oral com Inteligência Artificial”.
“Para os alunos, é uma oportunidade de divulgar a produção que estão construindo conosco, porque o que se produz de ciência não deve ficar entre quatro paredes, ou apenas para o grupo ou professores envolvidos, é preciso mostrar o trabalho. Então, ficamos felizes que o Congresso possibilite que a produção construída por nossos estudantes tenha condições de ganhar outros espaços e ser percebida por outros olhares. Isso é muito importante”, avalia Diogo.
Sustentabilidade
Com todos os debates propostos, o Congresso tem o objetivo de discutir como a tecnologia pode ser uma ferramenta para a construção do desenvolvimento sustentável. “A ciência aberta, juntamente com as tecnologias emergentes, são uma solução para o trabalho de distribuição de dados, principalmente, e hoje a maioria das áreas manipula muitos dados. Com relação à sustentabilidade, pensamos nas questões tecnológicas, mas também de inovação, em que você tem todas as questões associadas ao processamento”, explica a coordenadora do evento científico.
O reitor da Unit-PE vê com bons olhos a participação da instituição em um congresso norteado por questões ambientais, em especial logo após o contexto da realização da COP 30 no Brasil, a conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) para o clima. “Para nós, é motivo de muito orgulho ter a comunidade acadêmica envolvida nesse movimento, que é tão importante para o nosso país e para o mundo inteiro. Isso mostra o quanto estamos conectados com o que é preciso, e que pautas como meio ambiente, saúde e educação sempre vão permear o fazer acadêmico da Unit-PE”, finaliza.
“Já vêm surgindo frutos desse Congresso, que são as parcerias e também a discussão dessa temática tão importante, que é o meio ambiente, de pensar nas novas gerações, de ter a esperança de que podemos fazer melhor”, completa Cristine.