O frevo foi reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco, em dezembro de 2012, enaltecendo a cultura nacional e o estado de Pernambuco. Em 2014, foi inaugurado o Paço do Frevo, no Bairro do Recife, como um centro de referência para ações, projetos e atividades para valorização do ritmo, que oferece exposições, oficinas e apresentações para manter viva a memória e a cultura do frevo durante todo o ano.
História
O Paço do Frevo foi instalado em um casarão eclético no Bairro do Recife, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que abrigou a empresa de telégrafos inglesa Western Telegraph Company até 1973. A corporação foi um dos serviços operados pelos ingleses no Estado junto com a Great Western of Brazil Railway Company, que construiu a primeira linha férrea do Nordeste, a Pernambuco Tramways, de bondes elétricos, e a Telephone Company of Pernambuco. O prédio passou três décadas abandonado, até ser restaurado para abrigar o Paço do Frevo em fevereiro de 2014.
Atividades e propósito
O Paço do Frevo foi criado para ser um centro de referência para a salvaguarda do ritmo pernambucano, funcionando como um espaço de estudo, criação, experimentação e vivência da sua cultura. Promove oficinas e apresentações musicais regulares em quatro pavimentos de atividades, que oferecem aos visitantes a possibilidade de conhecer um pouco do Carnaval recifense durante qualquer período do ano. Dessa forma, valoriza músicos, dançarinos e artesãos que fizeram e fazem parte da consolidação e pertencimento do ritmo em nível mundial, nacional e local.
O museu também oferece palco para apresentações e estúdio de gravação, contribuindo com a cadeia produtiva do frevo e garantindo que seja perpetuada sua memória cultural para as futuras gerações. O projeto museográfico foi assinado pela diretora de teatro e cenógrafa Bia Lessa e, desde então, as exposições têm sido atualizadas para manter a relevância e o engajamento do público.