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Unit-PE aposta na inclusão para tornar o ambiente acadêmico cada vez mais acolhedor

Matheus Guaraná, aluno com TEA, foi um dos que recebeu apoio da instituição ao longo de todo o período da graduação

às 19h17
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O respeito às diferenças e a inclusão são aspectos fundamentais no convívio social, inclusive no ambiente acadêmico e profissional. Com isso em mente, o Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão — aposta em ações de acolhimento entre os estudantes, adaptando-se a necessidades específicas. Um exemplo desse empenho é o caso de Matheus Guaraná, estudante do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS), que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA). Apesar de algumas dificuldades iniciais, o apoio da Unit-PE no processo foi fundamental para que, neste semestre, o aluno chegasse com sucesso ao final da graduação.

Acolhimento

Ana Paula Melo, psicopedagoga do Núcleo de Apoio Pedagógico e Psicossocial (NAPPS) da Unit-PE, conta que recebeu Matheus logo na primeira semana de aula. A colaboração entre a coordenação e os professores do curso, o NAPPS e a família do aluno foram fundamentais para o seu desenvolvimento estudantil. “Caminhamos de mãos dadas com ele, para que ele chegasse ao final do curso com um saldo muito positivo! Durante esse caminho, Matheus entrou para o mercado de trabalho e desenvolveu habilidades que não tinha, e eu fico muito feliz com o quanto ele se desenvolveu”, conta Ana Paula.

Apoio da instituição

Houve iniciativas de motivação para Matheus, além de ações com os outros estudantes, para estimular o respeito às diferenças. “Também foi preciso conversar com os docentes, falar sobre as especificidades do aluno. Ficar junto, oferecer apoio para adaptação, para acompanhá-lo quando era necessário. Também dar um maior tempo na aplicação da prova, ou quando ele precisava ficar num espaço reservado para fazer alguma atividade. Isso era previamente combinado com o próprio aluno”, acrescenta Ana Paula.

Assim, nas provas e atividades na sala de aula, Matheus conseguia se sair bem. O Prof. Aldo Moura conta que fazia provas adaptadas para o discente, de acordo com recomendações do laudo médico, além de acompanhá-lo de perto. “Eu quebrava as atividades em partes para ele. O aluno tem que ter autonomia para fazer essa decomposição, mas, no caso dele, não tinha, então eu direcionava. Se houvesse alguma correção para fazer, eu indicava e ele mesmo fazia. Às vezes, ele não conseguia fazer no mesmo tempo dos outros alunos, então eu deixava uma parte para ele fazer em casa, ele fazia e me mandava”, relata.

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