Mais de 10,35 milhões de mulheres são donas de seu próprio negócio, segundo estudo do Sebrae feito no quarto trimestre de 2024. O setor representa 34,1% do total dos empreendedores brasileiros, apresentando um crescimento notável, impulsionado pela resiliência feminina e capacidade de adaptação. Devido ao importante papel desse público no desenvolvimento econômico e social, a Organização das Nações Unidas instituiu, em 2014, o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino, celebrado em 19 de novembro.
Importância e representatividade
“Grande parte das famílias no Brasil são chefiadas por mulheres. Por meio do empreendedorismo, da autonomia e da independência financeira, a mulher se torna livre de cenários de dependência do cônjuge e de quadros de violência”, diz o Prof. M.e. Edgard Leonardo, coordenador do curso de Administração do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) — localizado na Imbiribeira, ao lado do Geraldão.
Também destacando o protagonismo das mulheres em suas carreiras, a Profª M.a. Ivanacha Carneiro, coordenadora do curso de Estética e Cosmética da Unit-PE, ressalta o mercado da estética como uma vertente significativa no empreendedorismo feminino. “A liderança na estética pode ser uma força de transformação social, pois o segmento está diretamente ligado à autoestima e à percepção que as pessoas têm de si mesmas”, afirma.
Alguns setores de atuação
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o Brasil é o segundo país que mais lança produtos de estética no mundo, além de ter o quarto maior público consumidor. Com a pandemia da Covid-19, o número de mulheres empreendedoras aumentou com a aceleração da digitalização. Os setores de serviços, bem-estar, educação e alimentação são os mais populares, apesar de enfrentarem desafios como acesso a crédito e desigualdade de renda em relação aos homens.
Além da área de estética e cosméticos, outros caminhos para atuação empreendedora feminina são o artesanato, com a produção e venda de produtos que podem se tornar um negócio a partir de um hobby; venda de marmitas, restaurantes, lanchonetes e outros do ramo alimentício; e-commerce e criação de conteúdo, como influenciadoras digitais.